quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Questão de Escolha


Sabe aquelas horas onde tudo parece fácil, aquela hora onde tomamos facilmente decisões que em outros momentos pareciam impossíveis?!

Parecia tão impossível escolher aceitar, parecia tão difícil levantar a cabeça e olhar novamente o mundo e enxergar algo de belo. Os recentes acontecimentos viraram sua realidade de cabeça pra baixo, alterando seu norte, seu sul, seu caminho e a cor do azul.

Indagava-se como entender mudanças tão drásticas, como explicar uma reviravolta tão dramática assim, tão de repente. Uma história inesperada, promissora, linda e reconfortante se transformar em uma coisa agonizante para ambos os lados? As formas como as duas partes lidaram com a situação foi singular, obvio, apesar de sentirem o mesmo. Ele acreditava no amor e na amizade, ela na razão e no momento. Como explicar a imensa decepção que se seguia após o desfecho da história, dando um novo fim a tudo?!

A malvada surra em seu peito já dilacerado, suscitou um novo olhar, um olhar machucado, porem forte, que percebeu que mesmo maltratado e em via de fato, não morreu. Não é fácil olhar sempre com os mesmos olhos, mais agora ele tem força, agora ele sabe o que quer. Ele que já se sentiu um lixo, desrespeitado, chutado, insignificante, hoje luta a cada alvorecer nessa nova chance que Deus lhe proporciona. Em alguns momentos ele quase cai novamente, mais se lembra que a felicidade é uma escolha, e ele escolheu ser feliz.

Sonhou durante meses com seu final de ano, sonhou com as viagens, com as datas que pegaria folga, sonhou com a comemoração de seu aniversário, sonhou com a sua companhia. Sonhou com o melhor fim de ano de todos. Ele trabalha e é bem sucedido, dado as circunstancias, ele se criou em meio ao joio e hoje sabe que é trigo, ele só tinha o sonho de aproveitar os louros de suas conquistas, ele só queria paz e preenchimento. Ele só teve tombos e decepções.

Mais um dia ele viu escritos em um mural popular entre a patota, aquela frase que justifica a fé do guerreiro: “ Deus não escolhe os preparados, mais prepara os escolhidos.” Ele viu reacender dentro dele o fogo que queima dentro dos bravos. Ele, um homem de fé, consciente de sua importância, mais também temente ao seu criador, soube, que nada do que é duro, pesado ou difícil o derrubaria, se não fosse a vontade de Deus. Ele aceitou seu destino como provação, sua tristeza como bobagem, e sua força como benção. Pois sabe que um dia, em meio as insurgências mundanas terá sua chance, sua hora e sua glória. Apenas não era esse ano.

Ele reconhece que o peito ainda dói, mais sua atitude foi digna e objetiva, ele nunca fugiu da batalha, diferente da maioria, que desiste sem ao menos tentar, achando que pra ser bom tem que ser fácil. Ele sente dor ainda, ele passou por seu aniversário dilacerado, forçando um sorriso e fingindo contente, não por orgulho, mais por que não deixaria o moral cair, treinado no fogo, ele conhece os termos táticos, e estratégicos. Pois na vida é necessário endurecer-se, sem porém, perder a ternura de uma criança, como já dizia um grande orador, dito guerreiro.

Ele fez uma escolha, ele escolheu viver, ele percebeu que existem os fracos e os fortes, escolheu seu lado. Se apaixonou pelo outro, mais percebeu que amor estrangeiro não vinga ramos frutíferos. Aprendeu a ver sozinho seu êxito, e a perdoar seus deslizes. Enfim percebeu que a escolha sempre foi fácil, manter-la inabalada é que era o problema, porém, não mais para ele.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vamos fazer um Filme


O nervosismo impera nesse aguardar necessário, as entranhas parecem voar dentro de mim, uma ansiedade incontida que parece tirar a razão. Sinto-me bobo ao me importar tanto com algo que nem visa a minha graça. Sou apenas coadjuvante nessa noite, apenas completo a história, completo o elenco. A relevância do papel é relativa. Sobre qual ponto de vista olharei?! Sobre qual ponto de vista agirei?!

Há tempos não participo de roteiros com esse tema, estive preso em um “longa” falido por muito tempo, um roteiro que parecia encaminhar-se para uma bela história, mais que se tornou uma rotina medíocre e cansativa e triste como aquele seriado “teen” de final de tarde, porem sem o típico final feliz e monótono. Talvez até por isso estou tão ansioso pra atuar agora, a história esta começando, não fiz teste, não passei por seleção, simplesmente fui convidado para o papel. O destino do personagem é incerto, estou consciente disso, mais é animador, é novo e a diversa novidade anima.

O meu perfil físico, é consenso entre muitos diretores, não expressa grande vantagem nesse tipo de atuação, mais a mobilidade intelectual, a expressão, os olhares e a atuação me dignificam perante o desafio. Dane-se isso, o Diretor da minha vida é o mais poderoso que já existiu: Se ele mandar está mandado, se ele disser está dito, se ele quiser estou feito.

Há algum tempo que estou parado, talvez esteja sem pratica frente ao desafio, mais quem sabe?! Tomei a liberdade de decidir, atuar com liberdade e com apenas aquilo que sentir, de mostrar um toque pessoal, onde não espero um Oscar pela atuação, não esperarei nada, apenas atuarei, direi minhas falas nas horas oportunas, seguindo sempre guiado e protegido por meu mestre, o Diretor.

Pretensão tamanha para uma premiação importante, não tenho, não preciso ser o melhor, não preciso de uma estátua exposta para todos verem, não quero fama e sim realização, aceitaria de bom grado um beijo doce, da bela atriz, ao fim da noite.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Não Tenhas Medo


Olhe para a vida. Ela realmente é ruim como se acha as vezes?! Ela realmente é injusta como se pensa?! Ela realmente é vazia como parece, ou você é que se enche de magoas e esquece toda a beleza da vida?!

Você que esquece a beleza de um belo céu azul resplandecente sobre a sua cabeça, acorde, você que não sabe apreciar a perfeição que é a formação das nuvens e como elas caem belas e com potencial de lavar almas, acorde. Você que não sabe apreciar o olhar de uma criança brincando, ou então a mágica do seu sorriso quando faz arte. Você que não sabe apreciar olhares e ler almas, e muito menos reparar realmente nas pessoas mais desconhecidas e saber que mesmo com um olhar padrão, todos tem sonhos e problemas, soluções e forças, determinação e talvez até, o mesmo olhar vazio para a vida.

Hei você que não vê graça no mundo, e reclama até de Deus, você esqueceu que o mundo reage a você, que você faz parte do mundo, que a vida é bela quando você à faz bela, que suas atitudes contam, que reclamar é fácil, mais lutar compensa, que chorar nem sempre é bom, mais se as lagrimas caírem, tenha a dignidade de aceita-las e quando a ultima gota vier, levantar a cabeça e sorria, o céu azul está lá. Deixe dessa mania de reclamar tanto da vida.

Hoje, vivemos em uma sociedade que as pessoas se aceitam muito mais do que se aceitavam anos atrás, uma sociedade onde todos são iguais, independente de sua situação social, de sua cor, de seu poder aquisitivo. Muitos podem até discordar, mais pare e olhe em suas atitudes, alguém te diminuiu ou você se tornou diminuído?! Deixe desse medo de se abrir e deixe alguém te conhecer realmente, talvez, o que você acha que vai diminuí-lo, perante outros olhos, te engrandeça. Talvez o preço de suas roupas não conte para outra pessoa, talvez a sua moradia humilde seja mais lar que a mansão de outros, talvez...

Crie coragem, não deixe de sentir, viver, sonhar e crescer por uma comodidade do pensar que você é “só” aquilo, deixe de poses fortes e defensivas, me deixe secar suas lagrimas, eu enxergo sua alma, e vejo seus olhos, eu vejo a sua vida, eu te admiro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Seguir em Frente....



Essas linhas estão tão difíceis de sair, eu já tentei por tantas vezes arrumar uma forma de lhe falar sobre o que eu ando pensando, mais esbarro em tantos empecilhos, são tantas barreiras, são tantas...

Hoje eu sei que já não somos o que éramos, mudamos, mudamos um com o outro, mudamos os sentimentos, mudamos nossas rotinas, apesar de sentir falta de muitas coisas eu não achava nossa rotina ruim. Mudamos nossos tons. Enfim, hoje eu sei que o amor não é todo o necessário para um relacionamento, eu sei que eu te amei, e não julgarei o que sentiu por mim, seus sentimentos são seus e apenas e incontrolavelmente seus.

As vezes, eu tento te ligar, eu quero te ligar, eu quero te ver, e de vez em quando ligo, mais já estou lutando contra isso, pois não são apenas as minhas vontades que contam, não posso ser egoísta, eu te respeito, como sempre respeitei, não vou mudar isso agora.

Eu sinceramente, já não sei se tenho vontade de que volte, mais eu sinto saudade. Eu sinto falta do teu sorriso, da forma como queria me mostrar o melhor em mim, como me fazia sentir importante para alguém. Apesar de ter muitos amigos, de ter uma família maravilhosa, eu sempre fui muito sozinho, talvez até por isso o meu jeito bruto de auto-defesa. Mais com você eu era eu, eu não precisava ser outro. Eu era seu namorado.

As vezes entro em meu blog, e relembro algumas fazes nossas, eu lembro de como você percebeu quando escrevi o primeiro texto para você, eu lembro como eu te tirei o fôlego, te fiz chorar, te fiz suspirar, te fiz sorrir, enfim, te fiz feliz, quando escrevi o texto “Nesse Dia”, a forma como me olhou quando fiz o Pedrinho dormir tocando violão... Eu me arrependo tanto de ter apagado o encanto que sentia por mim quando errei por diversas vezes com você, hoje as coisas poderiam ser diferentes...

Me dói lembrar de como eu te fiz feliz, me dói lembrar de quando você dizia: “Hoje, só você pra me acalmar...”. Me dói lembrar das promessas de que, independente do que acontecesse, o que importava era que nós estivéssemos bem, e que nós queríamos que dessa vez fosse diferente.

Hoje talvez seja melhor a distancia, pois me mudou muito saber que você não me amou, saber que não gostava de me ouvir falar ou então de meus textos, mais um motivo pelo qual tantas vezes tentei escrever e parei. Me mudou lembrar do dia em que me disse para pensar com o coração porque é ele que eu consigo sentir, e me disse que sentiu uma pontinha de desapontamento por não ter engravidado naquele nosso susto, ou então de quando chorou me ouvindo dizer o quanto queria batalhar para que um dia dissesse com orgulho a todos, em nossa casa, “Minha mulher está grávida...”. Me mudou ter feito planos com você depois d ter ajoelhado à sua frente e te pedido em casamento.

Por esses dias eu te machuquei, fui grosso, rude com você, eu sei, mais por favor, não pense que sou uma pessoa ruim, eu apenas queria você longe, pois eu estava com raiva, não só de você, mais de mim também por me deixar sentir tão mal por alguém que não me quer, por amar alguém que me disse com todas as letras para eu ir embora.

Eu não estou escrevendo isso para lhe machucar, e talvez seja um erro escrever, talvez piore o que pensa de mim. Não sei, desisti de entender.

Não pense que estou ao chão, não estou. Apenas gostaria de conversar, ou melhor, de contar o que ando sentindo à pessoa que me fez sentir acompanhado de verdade pela primeira vez em muito tempo. Sei que minha forma de lidar com as coisas talvez não seja a que você esperava de mim ou de um homem para estar ao seu lado, só peço que não pense que eu sou tão fraco assim, pois não sou. E esse texto, não é sobre tristeza, é sobre aceitar uma coisa que não posso mudar,é sobre desistir de entender uma coisa que não entendo, é sobre despedida, é sobre alguém que não estará mais aqui, é sobre como sua vida e suas decisões influenciaram as minhas. É sobre correr riscos e por em jogo tudo o que reconquistou e perder. É sobre seguir em frente, pois como eu já disse, eu te respeito.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Me Encontra ou Deixa eu te Encontar...

Talvez um dia quando olhar para trás

Recorde com saudade dos bons momentos,

Com orgulho as maiores superações,

Com vazio as decepções e amuamentos

Já fui guerreiro, já fui expectador

Já fui príncipe encantado e já fui ator.

Já fiz musicas poemas e melodia

Já cantei para platéia que se quer me ouvia.

Pois na vida tudo é aprendizado

Lutamos por coisas que queremos muito

Lutamos por alguém ao nosso lado

Talvez um dia, ao olhar pra trás

A veja distante, ao fundo

Eu lutei por você, eu tentei por você

Mandei flores, dei à ti o meu mundo

Hoje sei que meu mundo é só meu

Que seus sonhos, são seus

Que não tenho a obrigação de

Ser perfeito aos olhos teus

Mais um dia eu lutei, não por fraqueza,

Mais de tristeza, chorei.

Não leve a mal, as vezes sou difícil, eu sei.

Apenas leve a vida, cure a magoa e a ferida sozinha

Sei, não precisa de ajuda minha

Talvez apenas, um dia, curada e sadia.

Ande ao meu lado em uma caminhada tardia.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Goodbye my Lover



Eu te desapontei ou decepcionei?
Eu devia me sentir culpado ou deixar os juízes desaprovarem?
Porque eu vi o fim antes de começar,
sim, eu vi que você estava cega e eu sabia que tinha vencido
Então eu tomei o que é meu por eterno direito
Tomei sua alma durante a noite
Talvez isso tenha acabado, mas não vai parar aí
Eu estou aqui por você, se você se importasse
Você tocou meu coração, tocou minha alma.
Você mudou minha vida e meus objetivos
E o amor é cego e eu soube disso quando
Meu coração estava cego por você
Beijei seus lábios e segurei sua cabeça.
Partilhei seus sonhos e a sua cama.
Conheço-te bem, conheço o seu cheiro.
Eu estive viciado em você.


Adeus meu Amor.
Adeus minha amiga.
Você tem sido a única
Você tem sido a única para mim


Sou um sonhador, mas quando acordo,
Você não pode destruir meu espírito - são meus sonhos que você toma
E quando você seguir em frente, lembre-se de mim
Lembre-se de nós e tudo que costumávamos ser
já te vi chorar, já te vi sorrir
Observei-a dormindo por um instante
Eu seria o pai do seu filho
Eu passaria uma vida inteira com você
Eu conheço seus medos e você conhece os meus
Nós tivemos nossas dúvidas, agora nós estamos bem
E eu te amo, juro que é verdade
eu não posso viver sem você



E ainda seguro sua mão na minha,
Quando estou dormindo
E eu irei aguentar minha alma no tempo,
Quando eu estiver ajoelhando aos seus pés

Estou tão vazio, querida, estou tão vazio
Estou tão, estou tão, estou tão vazio

terça-feira, 27 de outubro de 2009

De pé



A cada luta, a cada conquista, me sinto mais forte. Por vezes quase me esqueci quem eu sou. Sou aquele que assombra alguns sonhos, sou aquele que encanta vários deles, sou aquele que em alguns anos saiu debaixo da linha do gráfico e hoje está acima, sou aquele que sem estudo especifico comanda os negócios e principalmente sua vida. Sou aquele que tem coragem de ser com toda força o que sente, enfim, sou aquele que aproveita as experiências da vida, sofre, chora, ri, e reúne tudo em um único alguém, em um homem forjado a ferro e fogo, lama e água, dores e alívios. Um homem, o homem, Eu. Nada pode me conter, não posso esquecer do meu caminho, das trilhas minadas pelas quais passei, dos lindos litorais que apreciei, dos sabores e cores que experimentei, sensações de magoa e rancor não vão me derrubar. Não quero senti-las, mais se preciso for, enfrentarei, como um guerreiro que não foge da batalha, lutarei, me reerguerei, mesmo alvejado de fogo dilacerante, sou indestrutível, por que eu estou vestido com as roupas e as armas de quem sou. Se preciso for, cairei, machucado pensarão em minha baixa, se arrependerão pela queda de tão bravo homem, mal saberão que em um súbito ato, levantarei e me colocarei à frente da tropa novamente. Sou de carne, sou de osso e sangue, sou humano, mais um humano de fé. Erro, me desespero, mais de tudo faço para redenção. Comum e único me restrinjo à minha sorte, seguindo os caminhos da vida, pronto pra guerra. Luto pela vitória, luto para ganhar, batalhas perdidas não são o fim, apenas suscitam a necessidade de um novo começo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Prato do Dia...

Diga para mim que não vai embora

Diga para mim, que longe, seu coração também chora

Diga que mesmo quando faço tudo errado, você não me esquece

Diga que é apenas o meu abraço que te aquece

Diga que aquela musica, pro seu coração, ainda produz acalento

Admita que pra você três meses é mais do que suficiente como tempo

Admita que também desconfia que me ama

Diga e admita sem medo e tenha certeza, que “nós”, não se resume a uma cama

Diga e admita sem medo, pois sabes que sinto o mesmo, e pra você, não faço nenhum segredo

Admitamos que é difícil essa entrega

Mais pior seria se não existíssemos “nós”, e continuássemos naquela vida tão cega

Digo e admito que também tenho meu medo

Por dias tive medo de levantar de manhã, cedo.

Mas não desisto e meu objetivo é certeiro

Quem poderá entender a alma de um guerreiro?

Você, você entende e sabe tudo que se passa

Pois foi você que me impressionou em meio a grande massa

Meu condimento, meu sonho, meu entretenimento

Não me atreveria ao infortúnio de transformá-la em apenas um momento

Nesse momento, nessa emboscada, posso perecer

Mais se não for por amor, pelo que mais se vale a pena viver?!

Geração Prozac

Escrevo estas linhas pois preciso me acalmar, é como terapia nesse mundo onde temos que pagar para falar de nossos problemas.

Tantos já reclamaram dessa bomba sem pavio que me tornei, e isso me machuca ainda mais, pois, durante tantas vezes tentei contar e explicar essa iminência colérica na qual me encontrava, mais poucos ouviram as predições. Isso enraivece, isso provoca ira, ira de destruição múltipla, que destrói eu, tu e eles também.

Um dia, desesperadamente, tento acabar com a ira, e respirando fundo, tento dialogar, explicar com calma e explicar o que já é perdido. Besteira, pois assim como uma estratégia falida, vejo a derrota consumada em dizeres de quanto sou errados, e ao pensar na ira, descubro uma metamorfose maquiadora provocada pela boa vontade e principalmente pela vontade de não mais fazer mal a quem se ama, me sinto um lixo, subliminarmente sou chamado de lixo, e por que? Por amar demais o próximo e me esquecer do que realmente sou. A química me ensinou que em períodos adversos, longos ou curtos, sofremos reações, e ao termino dessas reações o que fica é a razão e com a razão, fica também a dor. Que razão que nada, fica a insanidade.

Façamos uma campanha: “À Espera da Razão”. Não exploda ou mate seu inimigo, não mande seu chefe para onde acha que ele deva ir tomar... Uma água. Não mande seu amor para o inferno e nem se declare a ele ou peça que diga o quanto o ama. Viva em uma cinza tarde de outono, que mais lembra um sombrio consultório psiquiátrico. Padronize-se, centralize-se, globalize-se, perca o sal e o açúcar, seja grego e seja troiano.

Grande geração Prozac, morremos de overdose. Embora homens centrados façam o mundo, os insanos, para o bem ou para o mal, mudam o mundo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cegueira Coletiva

Minha opinião já é formada

Hoje já não tenho uma cabeça quadrada

Vivendo em um mundo sujo, corrupto, assolado por essa espécie de incesto

Num mundo onde se tornou vexame ser honesto

Nesse famoso antro do jeitinho brasileiro

Percebo, que como na musica, nosso pais foi transformado em um imenso puteiro

Onde se prostitui por milhões

Ou então por meras posições

Na ignorante esperteza dessa gente

Espera-se que fiquemos com pena do que se sente

Como se fosse possível esquecer a culpa massenta

Que só é possível atribuir a essa gente nojenta

A cultura ridicularizada

Por modismos de uma prole estragada

Que vende a alma e o corpo por dinheiro e uma carreirinha

Para gastarem em médicos e psiquiatras

E assim aprenderem a se contentar com sua infame vidinha

Pois fingir que não vê é mais fácil

Não ouvir, não exige nenhum passo

E nessa mesmice cega, surda e muda e vazia

Fadamo-nos a criar, cada vez mais, uma sociedade vadia.

Eu e Você

Relativamente ligado ao passado

Atordoado por prazer temporário

Faço um novo começo, uma nova forma de redenção

Alimentando novamente corpo, alma e coração

Existe alguém que me reaviva

Ligando os pontos e curando a ferida


Existe alguém inesperado, e esse alguém quero todo dia ao meu lado


Buscando em bares, nas noites e nos dias

Raramente sentia que a vida não era vazia

Um dia, por um complô de todo o universo

Nascia um amor, que diante a todos, era avesso

As entrelinhas escondem a identidade, encontrarás se o coração olhar com verdade

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Poder das Palavras

É estranho como uma pequena frase transforma o obscuro em claro

O medo da dor em um sentimento raro

Todo preço que teria eu que pagar, não seria caro

Com apenas a tua frase, sinto que saro.


Eu que escreveria sobre as dores de uma segunda-feira

Sinto, agora, como se toda melancolia fosse besteira

Segunda veio após um final de semana esplendoroso

Gostoso, quente, suado, com prazer imenso e até um pouco doloroso


Meus devaneios tolos tendem minhas mãos à escrever

Que estranho seria se eu não me apaixonasse por você

E mesmo sabendo que ela só precisa existir para me completar

Me pego às vezes pedindo: “Deixa eu te amar”.


E nessa mania de ser fã de seus olhos, e da sua roupa

Descubro que sou fã até desse sorriso estampado em sua boca

Luto contra os empecilhos que crio em minha própria cabeça

Achando que talvez, eu, esse simples cara sinistro da zona sul, não te mereça.


Mais és de mim que sentes saudade

Para mim que contas a verdade

São meus seus tempos livres

Comigo que tens noites incríveis


Sou apenas um cara apaixonado

Mais reconheço, agora, que sou tanto, pois sou o cara ao qual se refere como namorado

E chega desse sentimento omisso e de submissão

Pois agora, depois dessa pequena frase, se ainda não ganhei, simplesmente ganharei seu coração.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

No Caminho...

Meu violão já não tem mais cordas, meu carro, que nem é meu, sem combustível, meus amigos, há semanas que não os vejo. O vazio começa tomar conta, está cada vez mais difícil manter-me lúcido nessa decepção aparentemente tonta. Apesar de muita coisa estar diferente, o que me preocupa é a distancia de você, isso minha mente não me deixa esquecer.

Pouco importa, se distante, a duvida toma conta de suas idéias, se suas dores machucam ainda ou se vive nessa tristeza infinda. Pouco me importa se hoje está vindo mais amanhã pode estar indo, pouco me importa se perante todas essas coisas que disse agora, estou mentindo...

No radio está tocando aquela musica que dançamos abraçados à luz da lua, perto do portão. Na verdade me importa muito você, te ver, te ter. Afinal, que apaixonado eu seria se não tivesse por você essa grande paixão?!

Faremos uma parceria, uma dupla, uma musica. Faremos amor, faremos alegria, faremos uma vida nova e um novo dia. Faremos uma linda história, não seremos apenas mais alguém. Seremos a comédia romântica que ninguém imagina, bela história sem ninguém pré-estabelecer nenhuma doutrina.

Em meu violão necessito apenas de cordas para voltar a tocar, meu carro, abastecer para poder te buscar, meus amigos, lhe apresentar. Para a saudade, preciso apenas te ver, acabar com suas duvidas e seus medo enfraquecer. Pois quando olha em meus olhos sabe que é verdade, então apenas te peço, não deixe a distancia acabar com toda essa sincera vontade.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Guerreiro


Não havia nuvem alguma no céu, a lua brilhava à sua espera, minha cabeça entulhada de pensamentos.

Naquele ansioso aguardo, imaginei minha terra, minha pátria, minha gente passando pelo ultraje da guerra. O céu brilhando em tons de vermelho e laranja. No lugar de estrelas, riscos velozes com sons de turbinas ou projéteis.

Na dor de uma visão apocalíptica e dolorosa, imaginei a luz da lua brilhando no sagrado sangue derramado de cada vítima, ativa e ao mesmo tempo inocente de fronte ao caos.

Tantos jovens lutando por uma briga que se quer começaram, tantos sonhos perfurados por munições de fuzil, se tiverem sorte. Tantos lares e famílias destruídas, tantas histórias encerradas tragicamente antes de se desenvolverem, outras, antes mesmo de começarem.

Conflito de dever e civilidade tomam conta de um guerreiro, guerreiro que deixou casa, mãe, pai, família, amor e um leito quente, ainda com o aroma do amor e da amada, da qual já não recebe cartas, e-mails, telefonemas, nem ao menos carinho, tudo isso para se tornar um numero, e um numero possivelmente incluso em um calculo macabro de baixas aceitáveis. Na guerra não existe encanto, muito menos carinho.

Nessas condições o guerreiro luta, e luta com amor, não por seu governo, mais por sua gente, sua família, por seu amor. Voltar vivo se torna detalhe, manter quem se ama vivo, dever. Pior que morrer é deixar alguém que se ama morrer, até meros pesadelos se transformam em tortura.

Só sabe o valor da paz quem já viveu em guerra, porém apenas os mortos vêm o fim da guerra.

Nesse conflito de sentimentos, o guerreiro se entrega à vontade de Deus, pois sabe que a morte é o menor dos castigos, e talvez uma baixa aceitável na luta por um bem maior, mesmo que não possa desfrutar de seus louros, se doa, para que assim, um dia, alguém volte a ter esperança e conheça mais uma vez o sentido e a dádiva de sonhar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Romance Astrológico

Por mais que o passado nos remeta a uma idéia de que os dias vindouros continuarão tenebrosos, o presente me mostra com toda certeza, que mesmo na escuridão da noite, você, minha Lua, continua brilhando, cheia e magnífica diante de meus olhos. E ainda que a angulação astral tente esconder seu brilho, ainda que o Sol tente se esconder de você, lembre-se que sempre existirá em Júpiter, um fogo aceso, que irá esquentar-te e buscar incessantemente sua esplendorosa luz.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Apenas Agora...

Há tempo que não consigo escrever. Mesmo sem conseguir, as idéias parecem tomar conta dessa cabeça hiperativa em qual me transformei. A Lua me incita a expressão, me incita a exposição, me incita o coração. Vontade de falar de nós, de voz e deles. Afinal, que história permanece se não houver algum registro?! Que história atravessa gerações e séculos sem registro?! Que história dura 10 minutos na lembrança se não houver registro?! E que registro eu teria a fazer se não existisse você?!

Esqueçamos o ontem e o amanhã, pense no agora, pense no que está pensando nesse momento, pense nesse final de semana...

Não me incomoda seus nós do passado, e nem gostaria que os meus incomodassem. Me interessa e me alucina os nossos nós, nós de nossos corpos, me interessa o agora, me interessa você. O amanhã também não me interessa, porque o amanhã é resultado de hoje, de agora. E o meu agora é magnífico ao teu lado.

O meu agora que me inspira, que me alegra e me tortura, me aviva os sentimentos e as idéias.

A lua me lembra que as palavras têm vida boêmia, e encontram a naturalidade necessária para passearem de meus lábios à sua orelha, de carona em meus beijos.

Deita aqui, deita aqui e me realiza, porque impressionado já estou. A mágica se faz real em quem realmente quer senti-la. Sem pensar nas loucuras, sem pensar se é absurdo ou não, sem pensar se é sonhador demais ou não. Nessa noite, apenas deite-se aqui em meu ombro e contemple essa lua cheia comigo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Will You still Love Me Tomorrow

Deita aqui, que hoje quero apenas teu carinho, sentir seu calor, seu cheirinho...

Os seus lábios em meus, parecem doce, delicioso para a minha alma e minha vida. Naquele momento não existe dor e nenhuma ferida.

Simplesmente ali, deitado ao seu lado, dividindo o mesmo ar, o mesmo espaço e o mesmo cantinho. Mesmo o mais forte dos abraços não expressa a vontade de manter-la aqui, bem pertinho.

Neste momento, olhando seus olhos, estudando seus traços, pararia o tempo e o relógio de luzinha, e sentiria sua presença eternamente com a minha.

Olhos cor de mel, que me remetem ao céu e ao mar. Céu diferente daquele azul tão comum, mais parecido com uma nova realidade, flutuando naquele castanho, atraente, o mar refletindo sua cor, naquele lugar paradisíaco, só eu e você. Ah, como você me faz contente.

Minha aluna nas cordas, minha professora exemplar. No rosto, lindo sorriso.

Fique, apenas assim, pois hoje, você é tudo que preciso.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

The Show is Over!!!


“Ta legal” o show acabou. Feche o livro de histórias, esse sou eu.

Não pense que sou mal, sou apenas mais uma singularidade humana, que sofreu, chorou, se arrependeu e se iludiu, más que também riu, se divertiu, se emocionou.

Criatura criada por experiências, medos e desejos. Não escolhi ser assim, fui apenas instigado por tendências terrenas, imorais e inconseqüentes, e sucumbi. Tendências totalmente diferentes das quais minha essência estava preparada para suportar. Então, do fracasso da essência, foram promovidos para seu cargo a razão e a sobrevivência.

Acredita, você, que me conhece?! Você conhece o que te deixo conhecer. Você não pode me machucar com seus segredos e segundas intenções. Apenas eu me machuco. Te dou a oportunidade de me salvas, de me machucar, jamais!

Eu quero me entregar e sei que esse é o caminho, porém, gato escaldado tem medo de água fria.

Você me surpreendeu e me impressionou. Mais teria coragem de descobrir quem realmente sou?!

Não espero muito de você, sinceramente, não espero nada de você, nem de ninguém. Todos meu motivos para isso foram dilacerados durante o aprendizado. Alguém que aprendeu a viver sozinho não precisa meramente de um “alguém”. O Que espera somente isso, finge, esse engana se dizendo auto-suficiente.

A dor é como um vicio maldito que te prende, te limita, faz mal por tornar-nos incapaz, por provocar uma sub-existencia à margem da vida, e que te obriga a criar mecanismos de auto-enganação para se sentir normal.

Normal? Quem é normal?! Eu nessa prisão de segurança máxima, condenado por mim mesmo, sou mais “normal” que muitos normais.

Apesar de toda a loucura, todas as debilidades e confusões, o que mais dói é a sua falta de coragem. Sua falta de coragem de se entregar. Tens medo de que?! De ser mordida?! De ser usurpada? Ou és apenas igual a este que vos fala?!

Dói não estar dentro da sua cabeça e não ouvir seus pensamentos, dói ter que supor situações dói querer falar e ter que ser mudo. Dói segurar dentro de mim quem realmente sou, se é apenas pra você que quero me expor.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Então me Diga......

Hoje ao ler o seu diário

Meu coração ficou preocupado

O relógio já avançado no horário

Todas as suas dores queria ter curado!

Sem saber da minha importância

Sinto um devaneio incontido

Sentia no ar alguma mudança

Seria eu, mais um, ou seu futuro marido?!

Quero seu corpo e sua alma

Mesmo com dores e medo

Serei seu refugio e sua calma

Acordar ao seu lado, de manhã, bem cedo...

Experiências de latão ou de ouro

Pessoas que vêm e vão em nossa vida

Com tristeza seguraria o choro

Mais com maturidade aceitaria sua partida.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eu Quero meu "Moio"

O “moio” que da o sabor, o “moio” que diferencia. Cada um com um nome. O meu cuido com amor e alegria.

Minha macarronada sem “moio” continua sendo macarronada, mais com meu “moio” tem mais sabor. Com minha macarronada faço o que bem entender, mais com meu “moio”, ahhh!! Só eu sei fazer.

Se pudesse, teria meu “moio” todo dia, na mesa, na cama e até na pia. Não quero “moio” com outro condimento, do meu “moio” cuido com talento.

O meu “moio” me sossega a alma, más com meu “moio” também perco a cabeça e a calma.

Quero meu “moio” de manhã de tarde e a noitinha, quero você, meu “moio”, pra sempre toda minha.

domingo, 19 de julho de 2009

Nesse Dia...

A madrugada gélida anuncia a entrada de um novo dia, aparentemente, como outro qualquer. Dia de encontros e desencontros, trabalhos e soluções, esperas e chegadas. Segunda-feira, 20 de Julho de 2009.

Nesse agraciado dia, lembramos acontecimentos históricos: O Homem pisou na lua nesse dia, formou-se a Academia Brasileira de Letras nesse dia, pessoas morreram nesse dia, mais também, outras, nasceram. Você nasceu.

O que significa um dia em uma vida?! Nada demais se ele não lembrasse um acontecimento muito importante, se ele não lembrasse que a 21 anos uma vida conhecia o cheiro e o toque do ar batendo em sua delicada pele, conhecia a luz do dia, e marcava o inicio de uma grande jornada.

Celebrar essa data é de uma importância extrema, pois não é apenas um misero dia, e muito menos uma comemoração de mais um ano que se passa, a importância desta data está na lembrança do inicio de uma vida. Está em cada conquista pela qual essa vida já batalhou, está em cada lagrima que essa vida derramou para se tornar a pessoa que é hoje, e enfim, no poder que essa vida tem em participar, interferir, e marcar outras vidas.

Seu nascimento, celebra o fruto do amor de duas pessoas, mais seu aniversário celebra as suas conquistas, a forma como você interferiu nesse mundo, com seus conselhos amigos, com suas atitudes, aparentemente insignificantes (nesse momento pensemos na teoria do caos), e também nas que mudaram outras vidas, celebra seu trabalho, as coisas que produziu, os risos que extraiu com maestria de personagens coadjuvantes nesse longa historia. Celebra a sua vida, celebra você, com todos seus defeitos e qualidades, suas alegrias e tristezas, seus olhares de “armadilha”, seu sorriso encantador....

Nesse dia, o homem chegou a lua, países se tornaram livres, Imperadores nasceram, Papas foram eleitos, nesse dia se comemora o dia da amizade. Nesse dia se comemora seu aniversário, seu nascimento e sua vida. Parabéns Bruna!

Rafael

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O que Pensa que Sou?!

Esperto ou passado para trás?! Feliz ou entristecido?!

Divertido ou antipático?! Animado ou apático?!

Não sou completamente uma coisa só. Sou uma mistura perigosa de todas as emoções humanas, que explode com intensidade surpreendente ao mínimo estimulo.

Sou a água e o fogo, o sal e o açúcar, a noite e o dia em uma coisa só, movido pelas mudanças, pelas experiências e pelas situações. Assim como a natureza, eu, esse mero animal, sou moldado pelo ambiente.

Não sou rotulado, pois não sou limitado. Sou seu fogo, seu arrepio ou até seu balde de água fria. Sou seu amor, sua calma ou então sua agonia.

Sou metamorfose ambulante guiada por seus devaneios, sou um mutante vivendo entre sentimentos alheios. Sou anjo, demônio ou então um salvador, me moldando ao mundo, às pessoas ou simplesmente a essa loucura chamada AMOR.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Me Impressione

Sentado em uma cadeira, em um quarto escuro, à luz, com apenas um foco, as janelas de minh’alma

Como em um interrogatório, me sinto indagado, a contar o que me aflige. Sou inocente, não sei o que responder, mais sei também que a resposta se esconde dentro de mim. Algo como um bloqueio psicológico, ou psicosocial.

Me interrogo, perguntando-me: Por que se fechar?! Por que não arriscar e correr atrás com tudo, pular do abismo do amor se assim se tornar necessário?! Por que se esconder de seus verdadeiros sonhos?!

Qual a vantagem de se machucar todos os dias tentando curar algo que já teria cicatrizado, algo que não precisaria mais ser remediado, algo que já não me mataria mais, simplesmente pelo fato de estar morto?! Uma forma de auto-flagelo invade minha alma e minha vida me culpando por coisas que não estão sobre meu controle e jurisdição. E em cada mísera nova oportunidade de redenção a alma guerreira se atira calada a um abismo imaginário e ilusório, fadado ao desastre, já que o corpo e a mente não participam do mesmo jogo...

Tanto a oferecer, tanto a dar a outra pessoa, mais também a si mesmo, porém, em uma desproporção inimaginável de ressentimento, medo e reprises.

Amor puro me toca, amor sem racionamento e sem racionalidade, vontade de se entregar por inteiro a algo que traga a felicidade momentânea, mais também a duradoura. Chega de falar que “Deus da asas pra quem não sabe voar”, e as tantas asas que já foram por mim desperdiçadas?

Inocentemente culpado de minha própria desgraça, descubro que sei todas as respostas e em uma ignorância voluntaria persisto em não usa-las para minha própria redenção. Sei que sou capaz, sei que sou merecedor e bom o bastante para ser feliz e dar felicidade, porém impotente de sair de minha própria cegueira.

Vícios já foram saídas, risadas já foram saídas e desperdícios também já maquiaram a preocupação de ser insignificante, mais nada serviu para completar o que realmente falta.

A falta de sentido no cotidiano me tortura, a falta de estimulo me desanima, mais o que mais me machuca é a falta de realização. É ela que me destrói todas as noites, é ela que me anula diante das oportunidades e dos acontecimentos, a insegurança deve ser química, pois transmite na calada, a todos a nossa volta, a insignificância, não perante aos fatos mais perante a si mesmo. E quem acharia interessante alguém que não se interessa nem por si mesmo. A frieza é uma escapatória, momentânea e agonizante, que não acaba com os outros a quem a direcionamos, mais sim a nós mesmos, porém, essa farsa não é eterna e um dia ela cobra o preço, a vergonha de ser quem se tornou.

Vi por esses dias uma esperança de novidades, mais as boas novas eram apenas boatos, eram enganosas, talvez criados por um inconsciente carente. Mais era tão forte, era tão linda, tão interessante e segura. Mais não era desacompanhada. E essa desilusão, mesmo que rápida e aparentemente sem grandes proporções só agrava um sentimento de fracasso existente a muito tempo, de muitas outras esperanças desabadas. A ultima esperança me mostrou que nem sempre o sorriso que trago no rosto é a realidade que carrego comigo. E que formulas existem pra tudo, mais nenhuma nos ensina a curar um coração estilhaçado. Pois ele não se reconstitui com o passar da situação, ele não se cola perfeitamente, ele se mantém quebrado.

Talvez algum dia com a junção da física e da química e até da engenharia, alguém me presenteie com sentimentos totalmente renovado, mais como já foi dito, ela não era desacompanhada.

Eu sei de cor a resposta pra tudo, mais a revelação, necessita de estimulo, o qual não se recebe assim, simplesmente por querer. E sim pelo fazer, mais nessa mesmice cotidiana e costumeira, atreva-se a me interrogar, atreva-se a me impressionar, atreva-se a me surpreender...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Faz Parte do Meu Show

Sons incontroláveis, que parecem ter vida. Que mesmo violentos não causam medo.

Noite induzida, iluminação precária e pessoas se movendo sem padrão algum.

Todos riem felizes, enfatizando ainda mais aquele clima bizarro, que vem daqueles sons e dos líquidos em cada copo.

Uma porta, uma sala mais clara, podia-se descansar, se recuperar, más não estava só, encontro outra pessoa, que eu já sabia ali estar, pessoa familiar, porém, verdadeiramente desconhecida, que se encostava, fingia inocência, mais sabia que não acreditaria, era proposital. Então entrei naquela aparente luta, onde ninguém se machucava (A não ser pelo risco de danos invisíveis à olhos despreparados), nos agarrávamos com força, por vezes ameaçando a jugular, e ao mesmo tempo observados da sala escura naquela demonstração de quem pode mais, a adrenalina daquele contato forte causava excitação, sede de mais e mais, e aquele meio me chamava, aos gritos e eu me entregava de bom grado, queria aquele outro ser, ali e fora de lá, e os apertões se tornavam abraços fortes, com beijos e mordiscadas, das quais me tornava e fazia refém, e queria mais, mais daquele desejo, daquela pessoa, daquela situação tão humana e ao mesmo tempo tão animal movidos pela simples atração, e por barulhos que eram musicas, por violências que eram carinhos, carinhos que reavivam a alma. Para sempre ou apenas por uma noite, se torna viva a irracionalidade do bicho homem, em um “mix” de euforia e calma, ódio e amor, violência e carinho, do que se quer com o que não se quer, reunindo o ápice das emoções em apenas uma noite entre um homem e uma mulher.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cicatrizes

As conquistas já não tem valor

As coisas vão perdendo o sabor

As fantasias já não animam, preocupam

Desejos incontidos de mudança

Luta diária pra não se perder a esperança

Os dias são longos, chatos e sem sentido

Talvez tudo isso seja apenas falta de um ombro amigo

Sentimento de que neste mundo se está sozinho

Se sozinho estou qual a importância de aqui permanecer?

Se sumisse, desaparecesse alguém iria perceber?

Talvez uma loucura que encerrasse tudo em um simples “FIM”

Ou um porre, um maço de cigarro, uma balada ou algo assim

Essa loucura que me aflige todos os dias, sei que não é só minha

E mesmo me sentindo parte de uma nação ainda sim a vida é sozinha

Momentos felizes aparecem do nada, e fazem a tristeza cair de cara na calçada

Sentimento que na vida fui um vencedor, sem titulo, sem troféu apenas mais um

Que fez escolhas decentes quando outras eram facílimas

Que grandeza existe em ser normal? Escolher o bem ao mal?!

Seria nenhuma se não fosse esse mundo tão desigual

Esse conflito de momentos faz voar minha cabeça

E antes que eu perceba o fim se transforma em um novo começo

Cabeça erguida, seguindo em frente, sem coitadinho, sem choro e desespero

Na vida só sobrevive integro quem é verdadeiramente um guerreiro

Que orgulho eu teria em lembrar aqueles dias, em que a noite era longa e escura

O corpo sofria e fazia da dor a própria cura,

E se como um fraco eu desistisse e transformasse toda a minha historia numa grande tolice?

A cabeça erguida é uma escolha, a honra uma obrigação

Mais uma vez em frente, sem recuar, pois como aprendi: “A dor é passageira, mais a gloria, é eterna”.