Escrevo estas linhas pois preciso me acalmar, é como terapia nesse mundo onde temos que pagar para falar de nossos problemas.
Tantos já reclamaram dessa bomba sem pavio que me tornei, e isso me machuca ainda mais, pois, durante tantas vezes tentei contar e explicar essa iminência colérica na qual me encontrava, mais poucos ouviram as predições. Isso enraivece, isso provoca ira, ira de destruição múltipla, que destrói eu, tu e eles também.
Um dia, desesperadamente, tento acabar com a ira, e respirando fundo, tento dialogar, explicar com calma e explicar o que já é perdido. Besteira, pois assim como uma estratégia falida, vejo a derrota consumada em dizeres de quanto sou errados, e ao pensar na ira, descubro uma metamorfose maquiadora provocada pela boa vontade e principalmente pela vontade de não mais fazer mal a quem se ama, me sinto um lixo, subliminarmente sou chamado de lixo, e por que? Por amar demais o próximo e me esquecer do que realmente sou. A química me ensinou que em períodos adversos, longos ou curtos, sofremos reações, e ao termino dessas reações o que fica é a razão e com a razão, fica também a dor. Que razão que nada, fica a insanidade.
Façamos uma campanha: “À Espera da Razão”. Não exploda ou mate seu inimigo, não mande seu chefe para onde acha que ele deva ir tomar... Uma água. Não mande seu amor para o inferno e nem se declare a ele ou peça que diga o quanto o ama. Viva em uma cinza tarde de outono, que mais lembra um sombrio consultório psiquiátrico. Padronize-se, centralize-se, globalize-se, perca o sal e o açúcar, seja grego e seja troiano.
Grande geração Prozac, morremos de overdose. Embora homens centrados façam o mundo, os insanos, para o bem ou para o mal, mudam o mundo.
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