
Há tempo que não consigo escrever. Mesmo sem conseguir, as idéias parecem tomar conta dessa cabeça hiperativa em qual me transformei. A Lua me incita a expressão, me incita a exposição, me incita o coração. Vontade de falar de nós, de voz e deles. Afinal, que história permanece se não houver algum registro?! Que história atravessa gerações e séculos sem registro?! Que história dura 10 minutos na lembrança se não houver registro?! E que registro eu teria a fazer se não existisse você?!
Esqueçamos o ontem e o amanhã, pense no agora, pense no que está pensando nesse momento, pense nesse final de semana...
Não me incomoda seus nós do passado, e nem gostaria que os meus incomodassem. Me interessa e me alucina os nossos nós, nós de nossos corpos, me interessa o agora, me interessa você. O amanhã também não me interessa, porque o amanhã é resultado de hoje, de agora. E o meu agora é magnífico ao teu lado.
O meu agora que me inspira, que me alegra e me tortura, me aviva os sentimentos e as idéias.
A lua me lembra que as palavras têm vida boêmia, e encontram a naturalidade necessária para passearem de meus lábios à sua orelha, de carona em meus beijos.
Deita aqui, deita aqui e me realiza, porque impressionado já estou. A mágica se faz real em quem realmente quer senti-la. Sem pensar nas loucuras, sem pensar se é absurdo ou não, sem pensar se é sonhador demais ou não. Nessa noite, apenas deite-se aqui em meu ombro e contemple essa lua cheia comigo.
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