
O nervosismo impera nesse aguardar necessário, as entranhas parecem voar dentro de mim, uma ansiedade incontida que parece tirar a razão. Sinto-me bobo ao me importar tanto com algo que nem visa a minha graça. Sou apenas coadjuvante nessa noite, apenas completo a história, completo o elenco. A relevância do papel é relativa. Sobre qual ponto de vista olharei?! Sobre qual ponto de vista agirei?!
Há tempos não participo de roteiros com esse tema, estive preso em um “longa” falido por muito tempo, um roteiro que parecia encaminhar-se para uma bela história, mais que se tornou uma rotina medíocre e cansativa e triste como aquele seriado “teen” de final de tarde, porem sem o típico final feliz e monótono. Talvez até por isso estou tão ansioso pra atuar agora, a história esta começando, não fiz teste, não passei por seleção, simplesmente fui convidado para o papel. O destino do personagem é incerto, estou consciente disso, mais é animador, é novo e a diversa novidade anima.
O meu perfil físico, é consenso entre muitos diretores, não expressa grande vantagem nesse tipo de atuação, mais a mobilidade intelectual, a expressão, os olhares e a atuação me dignificam perante o desafio. Dane-se isso, o Diretor da minha vida é o mais poderoso que já existiu: Se ele mandar está mandado, se ele disser está dito, se ele quiser estou feito.
Há algum tempo que estou parado, talvez esteja sem pratica frente ao desafio, mais quem sabe?! Tomei a liberdade de decidir, atuar com liberdade e com apenas aquilo que sentir, de mostrar um toque pessoal, onde não espero um Oscar pela atuação, não esperarei nada, apenas atuarei, direi minhas falas nas horas oportunas, seguindo sempre guiado e protegido por meu mestre, o Diretor.
Pretensão tamanha para uma premiação importante, não tenho, não preciso ser o melhor, não preciso de uma estátua exposta para todos verem, não quero fama e sim realização, aceitaria de bom grado um beijo doce, da bela atriz, ao fim da noite.
Amor da minha vida. Amor da vida de tanta gente, meu querido!
ResponderExcluir