sexta-feira, 24 de setembro de 2010

I Still Love You


Espero que um dia ainda nos reencontremos e que possamos falar abertamente sobre tudo que passou, que eu possa me redimir de tudo de errado que fiz e deixar de sentir a sua falta, seja por tê-la por perto ou então não sofrer mais pela ausência.

Hoje vejo você na rua, que linda mulher se tornou, não sei que pessoa é hoje, mais lembro do que foi, do que foi pra mim. Sinto aquele sentimento forte que retratam em canções, onde o coração dispara com um olhar, com um carro que passa, eu tenho vontade de seguir de ir atrás e provocar ali mesmo o momento do reencontro, já fui, não vou mais, talvez hoje esteja acompanhada ou até não queira me ver, até porque já tentei varias vezes a reaproximação e pareceu tão fria comigo, como alguém que fala por educação e as vezes até por querer aproveitar aquele momento onde eu demonstro que ainda sinto sua falta, mesmo sabendo que você já não se importa, mais na realidade não sei se é realmente assim ou se é a minha infindável insegurança que cega minhas oportunidades. Hoje, prefiro ter calma, pois a minha impaciência outrora me distanciou ainda mais de você.

Muitas vezes preferia não ver seu carro passar, muito menos você pessoalmente, não por desafeto, mais sim por não querer remoer esse sentimento escondido, tão escondido que fingi por um bom tempo haver morrido. Mais veja você como as coisas são, quanto mais eu escondo mais eu te vejo, mais as pessoas me lembram de você e me lembram tanto que fica difícil negar quer ainda sou ligado em ti, fica difícil encarar a verdade e assumir que quando seu carro passa meu coração se enche de saudade e vontade de, pelo menos mais uma vez, te abraçar forte e poder ter um dia agradável ao seu lado, não precisava nem ser na pracinha.

É estranho pra mim, hoje, pensar que um relacionamento de adolescente e breve temporada seja tão importante assim, as vezes me acho bobo e até imaturo, mais cada vez que lembro do sentimento que nunca mais senti, do carinho que nunca mais quis oferecer, e da disposição que nunca mais empreguei a alguém sinto como se a perda fosse imensurável, como se eu precisasse fazer algo. Paixonites acontecem muitas e muitas vezes, porém como breve distrações, e logo me fazem relembrar que assim como você me dizia, eu realmente tento te encontrar em outras pessoas, mais hoje sei que isso é impossível que isso é imaturo, e já tentei outras vezes me entregar, mais foi mais imaturidade ainda, tentei ficar sozinho e descobri que carinho faz falta, porém o amor faz mais falta ainda. Hoje, sei que a única coisa errada a se fazer é não fazer nada, por isso hoje, uma bela sexta-feira de primavera me encontro ansioso entre a data que resolvi engolir o orgulho e te ligar e o dia que ficou de me retornar. Sabe, eu acredito que não me ligará, ficarei triste sim com isso, mais tentarei não me abater, pois assim como hoje, depois de muito tempo, sei que sou ainda apaixonado por você, sei também que todos temos direito a escolhas e talvez a sua seja ter me deixado la no seu passado distante.

Apesar de todas as variáveis possíveis nesse impasse o que eu mais quero é ouvir o telefone tocar com o seu nome na tela, me dizendo que chega logo para marcarmos algo, tudo que eu espero é poder conversar com você, hoje como adulto, olhando nos seus olhos e descobrir que sim, você ainda é aquela pessoa maravilhosa que eu conheci, perdi, e hoje rezo para Deus me dar a chance de reconquistar.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Agora eu sei Exatamente o que Fazer

Costumo pedir ajuda aos céus sempre quando me sinto insuficiente em algo, não que seja, mais me sinto. E há tempos era assim, há tempos que não via o sorriso que alegrava a massa a minha volta, há tempos olhava no espelho e não via conhecido algum. Porém inerente a todas as minhas vontades o extraordinário, o novo, a paz.

A carência batia, tão fundo que doía, que tirava a tranqüilidade e a graça de tudo, me viciando nesse ciclo sem fim, me transformando em mais um robô, tão comum nos dias de hoje. Trabalho de segunda à sexta, saídas vazias aos finais de semana, aliviava-me aos domingos naquela pequena hora de se olhar pra dentro e além. O pedido era sempre o mesmo, o pedido até cansava a repetição.

Parava à pensar no porque de tudo, em qual o real propósito de tantas experiências sem sentido, porque de tantas vontades que não passaram de sonho. Sempre ouvindo algo a me dizer ensinamentos sobre a calma, estava cansado da calma, queria agora, já. A demora me deixou exausto, assim como a um trabalhador que sofre, cansa, sua, suja, e ao final do mês mal recebe o alimento.

Ao domingo, era para estar na casa de meu pai, mais não, sai, eu sei que ele desejaria mesmo que fosse, eu sei que ele sabe que foi bom, foi proveitoso aos seus e aos meus olhos.

Duas almas carentes e guerreiras, levando sempre o fardo de serem dignos, o fardo de manterem a beleza do sorriso que só se vê nos rostos de raros agraciados, pesado, porém nada impossível para uns que hoje são taxados de loucos. A comida tinha mais sabor, a bebida era doce, o aroma agradável, nada diferente, apenas abrilhantado aos dois pelo outro que era companhia singular. Entre as conversas, entre os risos, e tudo que formava aquele momento. Eles se viam e admiravam, eles sentiam e gostavam. Depois desse dia as noites terminavam mais tardes aos telefonemas de boa noite, os pensamentos voavam até o outro, ou até mesmo na lembrança de tudo que é belo e se transforma em maravilhoso quando estão juntos. Como em toda história onde se vale a pena entreter, existem caminhos opostos, existem impedimentos, existem coisas sérias a serem pensadas e pesadas. Mais ele sabia, que pelo menos para ele, havia encontrado alguém que ele jamais correria o risco de perder por imprudência ou até egoísmo e sentia raiva por saber que faziam isso com aquela pessoa tão querida, ele queria cuidar dela, ele queria oferecer tudo o que conhecia ele queria entregar todo o amor que existia ali dentro sempre guardado para o momento certo.

Ele sabia que apesar de todo o sentimento envolvido de ambas as partes e de todas as coisas que se disponibilizaria ao outrem, aqueles sentimentos que conhecia eram apenas os seus, e sabia que não fazia a menor idéia do que se passava na outra face da moeda que a tanto tempo estava a girar. A única certeza que ele tinha era que saudade dói em seu coração, e que nada superava a paz que aqueles olhos o tinham devolvido.

Ao final das noites agradecia ao meu pai, pela compreensão e pela oportunidade de poder admirar aquela linda história, me fez lembrar alguns valores que a muito se escondia entre os desafetos e desânimos. Que bom seria viver algo assim.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Qual o Tamanho do Seu Mundo?!


Pra mim o mundo é maior que as fronteiras geográficas, pra mim o mundo é maior do que eu, e até que minhas idéias, por isso a necessidade de sempre ampliar os horizontes do conhecimento. Achamos que conhecemos tanto que acabamos nos esquecendo e talvez até nem percebendo que existe ainda sim o desconhecido.

Idéias simples, às vezes nos parecem tão óbvias que pensamos ser irrelevantes. Imagine se Einstein pensasse dessa forma, imagine se hoje ainda não soubéssemos que tudo é relativo ao ponto de vista, ao observador, imagine se não soubéssemos que basta apenas saber olhar. Isso me faz pensar nas limitações idiotas a quais nos submetemos, aprendamos a olhar, aprendamos e ver, pensar e buscar tudo ao nosso redor. Barramo-nos por tampões que nos limitam e porque?! Por que aprendemos a não abraçar o mundo de uma vez só, claro, isso faz sentido, pois quem quer tudo de uma vez só dificilmente acerta o que realmente precisa ser acertado, somos tão certos quanto um atirador de precisão com uma metralhadora .50 na mão, pois sabemos e temos capacidade acima de tudo para acertar o alvo, porem não fazemos da forma certa, pois usamos as ferramentas erradas. Eu penso, o mundo inteiro é um território sem dono, todas as coisas são para nós, engana-se quem pensa que a filosofia e a pratica caminham paralelas e são diferentes, pois as duas levam ao mesmo destino, elas se cruzam até chegarem à glória, pois sem o conhecimento é difícil realizar algo, e sem a prática seu conhecimento é inútil. Nada impede de sermos o que queremos ser, hipocrisia é dizer que alguns tem e outros não, pois todos podemos ter, é só saber chegar até lá. Assim como um filho pobre pode enriquecer, um rico pode perder tudo, tudo que realmente importa. Assim como a beleza pode abrir muitas portas, o carisma lhe transforma em beldades de valor inestimável.

Eu sou maior que as paredes do meu quarto, mais que as diligencias de meu trabalho, mais do que os outros vêm. Cabe a mim decidir meus caminhos e minhas orientações, eu busco pelo que interfere na minha vida, assim como você. Podem dizer que meus pensamentos são vagos, que são espalhados e sem sentido, não peço que alguém me entenda, não peço que alguém assine embaixo, aliás, é essa tal mania tão humana que nos limita, a mania de esperar que todos reconheçam, é bom ser admirado, concordo, porém é melhor ser realizado, melhor é quando nos olham no topo.

Admiro Einstein, que com sua simplicidade e estranheza que lhe renderam até a suspeita de possuir deficiência mental na infância, mostrou ao mundo a maior descoberta da física moderna, ele incluiu o tempo na forma como olhamos, e quando foi a ultima vez que você gastou seu tempo simplesmente observando?! Quando foi a ultima vez que admirou as pessoas, o por do sol, alguém que você ama, ou alguém que você nem conhece?!

Volto a dizer que dinheiro não nos guia, a forma como você usa o seu é que te levará a determinados lugares. Passamos a vida toda correndo e nos importando tanto com as “verdinhas” que corremos o risco de morrer sem aproveitar realmente as coisas boas que elas poderiam nos proporcionar, damos tanto valor na correria cotidiana que hoje, achamos bonito falar para todos “Nossa, hoje meu dia está corrido...” e sinto em dizer, acabamos nem nos lembrado de dar aquele abraço, aquele sorriso, ou então de visitar os amigos, os familiares.

Todos erramos, assim como Einstein, erramos muito, porém pecamos de verdade ao nos achar superior ou inferior aos outros, pois para todos o mundo físico têm o mesmo tamanho, todos teriam a mesma distancia a percorrer para dar uma volta nele. A diferença está no tamanho do seu mundo ai dentro, dentro de você, da sua cabeça, das suas idéias, das suas atitudes.

Nesse momento eu penso, seria mesmo o mundo grande ou pequeno, ou na verdade existem pequenas ou grandes pessoas?!

Seja grande, seja o sucesso, seja a realização, seja bom, não para o mundo, mais faça o mundo ser bom para você, enfim, seja o melhor de você e consiga, assim, o melhor que seu mundo têm a oferecer.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estrela Cadente

Quem saberá dizer, o que pensar, não sei

Sentimentos ruins, disfarçados, juro, tentei

Me feriu o orgulho, alma e o sentimento

Me fez odiar tudo e até quem sou por um momento


Quanto a mim senti fracasso, minimizado

É difícil assumir que sim, alguém deixou meu peito estilhaçado

Sem saber, sem querer e sem culpa

Apenas viveu, quis e fez acontecer

Assim como nossas conversas: O importante é viver


Mais a dor bate machuca e desanima até o mais importante

Provoca uma mistura de saudade e querer ficar distante

Sem jamais ser enganado e com que direito teria conseguido

Se o erro foi meu naquela noite em ser apenas teu amigo


Suas vontades estranhas e por mim já vividas

Sei que uma hora ou outra tudo se transformara em feridas

Mais que direito tenho de sobre isso me intrometer

Se os anoiteceres de solidão serão seus não tenho nada a fazer


Aqui não estarei como alguém que espera um cometa passar

Olharei o céu da mesma forma mais de outro lugar

Talvez um dia na solidão você precise chorar

Mais nem sempre os devaneios nos dão a chance de retornar

segunda-feira, 26 de abril de 2010

E Tudo que foi sonho...

Em minha cama vazia, me deito, após um dia triste, daqueles que cortam profundamente a alma, que arrancam um pedaço. É claro, ninguém alem daquele grande amigo soube, mesmo assim, pouco soube. Me cubro ao som do poeta sábio e de poesias loucas, de olhos fechado faço uma oração, uma oração doida, daquelas que se transformam em um ultimo suspiro antes do fim, fim da noite.

Pedia paz de espírito, não paciência ou alguma facilidade, eu queria lutar, eu queria ser responsável pela minha sorte, e me orgulhar da história que soube fazer, pedi apenas paz a minha alma já tão cansada, são tantas coisas.

Eu me sentei no banco do meu carro, ali me sentia confortável, àquela junção de homem e maquina, aquele ser hibrido que surgia. O sol batia forte no começo da tarde, os óculos ajudavam a dar um tom mais agradável a paisagem, apesar da paisagem já agradar aos montes os meus olhos. Ao lado via estrelas brilhantes e de beleza rara, beleza que por vezes até intimida, que por vezes tira a concentração, e apesar de estrelas, daquelas que brilhavam mais que o sol, tinha o cheiro das flores, o aroma completava aquela armadilha tão bem vinda aos meus olhos que se protegiam contra o sol, porém, jamais contra aquele brilho. À minhas costas residia a alegria, a paternidade, e o apoio necessário nas horas mais difíceis, as vezes um, as vezes dois, porém, sempre me dando felicidade, nem que fosse apenas pela companhia.

Eu me levava, eu controlava aquela situação e eu era bom, eu me sentia bem, sabia o que fazia, olhando a paisagem minha alma descansava, olhando a paisagem minhas idéias se alocavam nos melhores lugares, meu sorriso se abria, musicas agradáveis misturando-se ao som do vento entrando pela janela, como é bom sentir que não há necessidade de mais nada, como é bom ser feliz com pouco, como quando era criança. Como é bom quando o pouco é tudo que você quer e de repente percebe que o pouco é na verdade o muito e o muito cada vez menos.

Ao acordar, olhei o teto, era branco, era extremamente familiar e de repente ganhou um ar rotineiro, levantei-me meio tonto ainda de sono e sentado ao canto de minha cama, senti falta daquela estrada, daquela viagem.

Eu quero mais uma vez, eu quero viajar, eu quero sair, ver o mundo brilhar pelas lentes de meus óculos escuros, quero sentir o vento, quero lugares, coisas e sensações mínimas, porém felizes, quero sentir o céu ao meu redor, quero sentir a vida acontecer, quero eles, você. Eu quero, preciso, me faz falta. Eu quero aquele dia, eu quero aquele brilho, eu quero viver.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Meu Céu Estrelado


Eu olhei pra você e vi os lábios se separando com o mesmo ar magnífico das águas abrindo-se ao meio, a maravilha de um sorriso me pegou com a mais contagiosa das sensações, felicidade.

Como explicar uma noite fria com o céu cheio de estrelas se mostrando de uma forma como jamais talvez houvesse se visto por esse pedaço de chão. A musica era desviada e sem qualidade, mais alguns disseram que emocionava, você disse, sem ênfase alguma, mais disse. Eu sabia que a noite não era minha, eu sabia, e seguia sem mostrar o contrario, mais o contrario se mostrou para mim, e sem chance de ressalva eu fui absorto naquele cenário, naquele instante, naquele sorriso. Naquelas palavras eu flutuava como alguém que está entre as estrelas infindas, descobrindo a cada momento maravilhas novas e imediatas que traziam a sensação de infinito. Como se não houvesse mais ninguém e mais nada, nos perdemos entre os enlaces teóricos e comprovados por experiências trágicas e outras nem tanto, pelo menos para nós. Aguados de doze anos e entregues aquela sincronia, eu senti como seu coração batia, e te dei o meu para sentires também, eu senti, e até brinquei que não queria mais saber, mal sabia você que quanto mais eu, sabia mais me perdia. Quase me apaixonei em uma noite, quase me perdi em seus olhos que mal enxergava, me joguei em seus braços, e medo tive de me jogar de cabeça, mais exatamente com a boca. Como eu poderia?! Eu sabia que não era seu momento, talvez nem o meu, eu sabia também o quanto quis, eu sabia o quanto sorri, e o quanto me abri frente a você, eu só não imaginava pensar depois que não me lembrava mais de quando havia sido tão eu quanto aquela noite. Eu sabia que seus sorrisos e suas falas eram tão sinceras e abertas quanto as minhas, eu só não saberia que o dia clarearia e a duvida sobre o que foi real emergiria e do céu eu desceria. Eu só não poderia imaginar que mesmo sem entender eu me apaixonaria.


Nessa confusão criada entre o querer e o não saber, e principalmente o duvidar, é difícil entender qualquer ato, qualquer peça, qualquer telefonema e até qualquer sentimento. A musica me fez lembrar você, e daquela festa onde você não estava, o céu se fez mais gélido e sem emoção, a musica mudou, as conversas também. Não digo que não me diverti, apenas não tanto quanto aquela simples noite.

É fácil entender os caminhos da vida e as diferentes direções que as pessoas tomam, a singularidade humana explica tudo para os céticos, só não se explica a duvida de algo que foi sentido com tanta intensidade. Será possível se sentir isso sozinho?! Sempre aprendi que toda força provoca uma reação igual e contraria. Acredito que a chave de tudo esteja nas estrelas, as mesmas que visitei aquele dia, a mesma a qual passeamos juntos, não aquelas inalcançáveis do céu, mais sim as que brilham em seus olhos e seu sorriso, e principalmente a que vive em seu coração, apenas aguardando o momento certo de brilhar.

Conversa com Deus


Oi meu amigo, ontem estava na sua casa, me viu lá?! Havia tantas pessoas lá, mais você sempre consegue me encontrar, é impressionante como sempre que eu preciso posso conversar com você.

Sabe, eu andei pensando esses dias, você sabe que é responsável por tudo que eu sou hoje, que eu fui no passado, e que um dia talvez serei. Fico indagado as vezes, principalmente nos dias em que estou assim, pensativo, confuso, por que, meu amigo, eu, com todo o conhecimento e todo discernimento que me ensinou a ter, sou bom para os outros e pra mim nem tanto?! Por que emociono as pessoas com palavras, musicas e conversas se a cada momento me vejo mais frio?! As vezes chego a pensar que me vanglorio de coisas que talvez não seja na realidade, mais apenas em uma projeção pessoal, pois não tenho uma voz maravilhosa, mesmo assim fiz aquele casal apaixonado feliz com a minha musica, não tenho o dom da palavra mais já fiz corações inquietos descansarem durante aquela conversa, e pessoas se abrirem como se fosse para um grande amigo, isso na primeira conversa mais intima, já fiz alguém que tantos julgavam sem valor mostrar seu valor mais precioso, o valor de amar de verdade. Já curei uma mente e um coração que nem doses cavalares de remédios haviam surtido efeito.

Sabe meu amigo, contesto o fato de que sou infeliz, as vezes acho que reclamo demais sem ter motivo, mais que culpa tenho se acabo vendo o desfecho de algumas histórias antes mesmo de elas começarem, talvez se não tivesse visto, alguma delas poderia não ter chegado ao fim, mais talvez também, essa foi a forma que você arranjou para me mostrar que não era o momento certo. Já não sei até que ponto chega a minha culpa em cada um desses desastres pessoais, já não me adianta saber, eu apenas posso pensar nesse momento em lhe agradecer, principalmente por ter me ajudado a levantar depois de cada queda, e me dado assim, a cada perda a referencia correta para o caminho. Penso que talvez, minha jornada seja longa, por isso ainda não encontrei meu destino, ou até um motivo para segui-lo, mais durante a caminhada, posso sim ajudar os que precisam de apoio, as vezes, de um simples sorriso, ou puxão de orelha. Em dias mais sombrios, penso se o meu propósito é apenas ajudar alguns, e não a mim mesmo, mais lembro do que você me ensinou, que todos nós temos a chance e a capacidade de sermos felizes, alguns de uma forma, e outros de outra, e que talvez seja necessário conhecer o mal para sabermos com toda a força o quanto o bem é melhor, o valor real das coisas boas. E quando tomo essa consciência me alegro, pois percebo que apesar de minhas dificuldades, minhas limitações, você me guiou até aqui para, sim, fazer o bem, para talvez, ajudar pessoas que queiram ser ajudadas, sim eu sou feliz por isso, eu me felicito ao ver meu amigo frio e durão, mostrar aquele lado sentimental que muito poucos conhecem, me felicito vendo o sorriso sincero de minha irmã menor, ao ver minha linda irmã quase formada aceitando conselhos e principalmente se sentando junto a mim e o mais velho para papos durante a madrugada.

Sabe meu amigo, hoje eu tenho a consciência de que sou imperfeito a ponto de as vezes me envergonhar, e com toda sinceridade, isso pesa, porém sou o que nós escolhemos para mim, e talvez eu não tenha direito a muito, mais tenho o poder de fazer muito.

Lembro nas nossas primeiras conversas, o quanto eu me sentia mal, achando que isso tudo era um monólogo, que você não me ouvia, sabia-se lá se ao menos existia, sei que muitos não conseguem te ouvir, mais acho que a graça é essa, só se ouve quando se quer, só se alcança quando se busca, só se consegue quando se tenta.

Sei que vai estar sempre do meu lado, não sei quando será nossa próxima conversa, pois meu egoísmo me tende a procurar-te só quando as coisas andam mal, mais saiba que hoje você me fez bem. Talvez isso também conte pra você e te felicite.

Até a próxima meu grande amigo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Linhas ao Vento

Como na musica que ouvia

Imaginava como seria

Não ter quem se quer

Não poder ser o homem de uma mulher

Eu que sabia querer

Eu que sabia ganhar

Hoje sentia a grande duvida

Sem nem conseguir trabalhar

Como pode ser querer sem ter

O inverso de possuir

Existem momentos na vida

Que percebemos que podemos apenas assistir

Sonho acordado ou dormindo

Sonho com tudo que estou sentindo

Sonhos as vezes imaginando seu beijo

Sonho, mais apenas sonho, pois a dias não te vejo

Menina encanta com traços de artista

Menina que em seus pés deve ter uma lista

Como se faz pra não acabar como na musica, escreverei outra canção

Escreverei linhas soberbas encantadoras e ganharei seu coração.

segunda-feira, 29 de março de 2010

I Just Don't Know What to do With Myself...


E estou eu aqui, sentado, em plenos dia de trabalho, tudo bem, trabalho sentado, mais não vendo a vida passar, e é isso que estou vendo acontecer. Tudo porque não sei o que fazer, sinto-me perdido entre meus objetivos tão antigos quanto meus dias, perdido entre meus valores e tudo que eu achava que queria para mim.

Nessa espécie de transição, é difícil entender alguma coisa como absoluta, antes, sem o real conhecimento e experiência dessa loucura da vida, era tão fácil, tudo era fato, tudo era o que queríamos que fosse, ou melhor, o que aprendemos a querer, não por nós, mais por quem nos guiava. Hoje a decisão seria comigo, se eu soubesse mesmo o que fazer.

É um trabalho que enche os olhos, que faz viver a vontade e a felicidade de se realizar dentro daquilo que era desejo, é um sonho que se realiza, um amor que nasce e felicita a alma a ponto do êxtase. São amizades decretadas eternas, são pessoas especiais que quero sempre ao lado, são oportunidades únicas e controversas aproveitadas de imediato, para me sentir vivo. São realizações.

É um trabalho que me torra o saco, que já não felicita e nem realiza, quem disse que era isso que eu queria?! O sonho, que sonho que nada, que importância idiota que ofereci a algo tão banal e mentirosamente dito sagrado...O amor ainda enche os olhos, mais não mais com a mesma pessoa, não mais da mesma forma, não mais extasia. As amizades desaparecem, as amizades morrem e esquecem meu nome, e eu o delas, tem dias que não quero nem imaginar perto, me daria impaciência, frieza e falta de vontade, quem sabe até uma dor de cabeça dependendo do convite. As oportunidades: Dessas, algumas me arrependo, vivi, aprendi, mais sem essa de que valeu o aprendizado, hoje não gosto nem de lembrar de algumas coisas fiz. Vivo? São enganações.

Relações pessoais são um drama à parte, as pessoas estão ali, vivendo suas vidas em vetores de colisão umas com as outras, que cruzam meu caminho no ponto X ou no Y, indiferente, a não ser quando a atração gravitacional do referido corpo interfere em minha rota. Como pode?! Um corpo muitas vezes de pequenas proporções exercer tamanha atração?! Talvez tenha algo a ver com a teoria da relatividade, tudo depende do observador e do tempo. Acredito que tenha alguma coisa à ver com o ganho de energia, ou talvez de cargas opostas. O problema é que entramos agora no ramo da sociologia, onde analisando a sociedade atual, somos obrigados a aceitar o fato de que na era da inovação, navegar já não é tão preciso, mais inovar, surpreender, e mudar é cada vez mais necessário para manter o interesse. É tão difícil de entender como um calculo de física quântica interpretada por um cachorro.

A verdade é que nesse momento, me sinto o observador de Einstein, culpado e responsável pela definição do movimento. Só existe um problema: Eu não sei onde estou e muito menos o que fazer comigo mesmo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sua Jogada


Como uma coisa tão pequena pode mexer tanto com alguém, e tirar desse alguém a forma de se ver a vida durante anos formulada?! Pergunto-me, Será que estou enganado ou é carência? Talvez seja uma deficiência de orgulho ou quem sabe uma vontade passageira incontrolável. Talvez.

Mulheres são um mal, mais antes que me interpretem mal, um mal necessário na vida de todo Homem. Mulher tem o dom de nos usar como peças de jogo em suas estratégias. Elas observam, armam a estratégia, seguram o jogo quando necessário, e com um “grand’finale arrebatam ou enterram a alma de um homem apaixonado.

Como em todo jogo, sempre existem as que perdem, pecam na armação das jogadas, perdem no controle, perdem na execução. Talvez, algumas, por acharem que são superiores ao próprio jogo, na gíria do futebol entram de “salto alto” e caem lá de cima, porém, como eximias mulheres, sempre colocam a culpa em nós, pobres peças, que se souberem lidar, possuem o total controle. Porem as humildes e silenciosas jogadoras de outrora, acabam a surpreender, maquinando de formas sutis e controversas, geralmente, a melhor forma de mover as peças, ou melhor, nós homens. Por falar na controvérsia, quem poderá nos proteger?! Dessa nem Chapolim escapa. Elas nos enlouquecem, nos confundem, nos fazem perfeitas peças imóveis e obedientes em suas mãos, elas nos tiram o senso de julgamento e discernimento a ponto de ficarmos entregues e despreparados, principalmente, às suas mirabolantes jogadas. Mais resumindo essa metáfora sobre a jogatina psicológica: Quem aqui gosta de um jogo marcado e sem surpresas?!

A verdade é que chegaria a me descabelar, se ainda tivesse o suficiente, perdido nessa malicia deliciosa de 1,50m. É como uma ansiedade prazerosa de alguém que espera pela festa, e por falar também em festa, que festa seria uma entre nós dois!!

Nesse emaranhado de jogadas e duvidas, algumas podem sair machucadas, outras vitoriosas, basta saber se entrará na mesa para arriscar tudo, ou apenas sentará, esperando que a peça faça tudo. Peças cansam fácil nos jogos monótonos. Saiba me movimentar com suas mãos e seus pensamentos, saiba me colocar nos lugares certos e nas horas certas, jogue comigo, e quem sabe, no final, satisfaço-a com o prazer da vitória.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Arrasta-me


Maldito, maldito dia em que conhecemos demônios disfarçados de anjo, ah, hoje você já não me engana, apesar de, às vezes, sentir falta daquela transformação à qual me proporcionou.

Ah anjo do mal, hoje fujo de você, assim como um covarde foge de uma briga, fujo para não te ver, fujo para não te lembrar, fujo para não te atacar.

Hoje fujo dos choros, das dificuldades e lamentações de uma vida sadia, pois o mal, por mais cotidiano, me trás a sua presença, pelo menos a lembrança do que eu sentia sob a sua influência. Fujo dos infortúnios do dia à dia, pra no final não chegar a sentir felicidade, pois a felicidade me trás a lembrança da “brisa” maravilhosa que a sua droga me dava, a felicidade também trás você de volta ao meu pensamento, fujo de você como um guerreiro foge da derrota, e me entrego a uma estratégia errada onde sempre terei que lhe enfrentar.

Maldito demônio, hoje eu paro, me resigno do futuro de esplendor pra me manter longe de você, hoje me transformo em você e tomo como minhas as suas atitudes, me faço demônio de outro alguém.

Malditos dia em que te conheci demônio, me tirou toda a honra e toda a glória, me tirou a esperança, e como uma doença virulenta me contagia, me transformando membro de sua própria seita.

Em raros momentos de lucidez, rogo aos céus uma saída, rogo aos céus por ajuda, rogo aos céus, para que um dia me mande um anjo salvador que me mostre novamente à luz, pois até agora, todos eram muito fracos, e os levei para a escuridão comigo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Obrigado Pela Visita


Finalmente veio ler meus infortúnios, eu sabia que viria, sabia que procuraria algo, que, te mostrasse que sim, eu penso em você, algo que te mostrasse que estava certa: Ele se apaixonou.

Já te expliquei que não sei o nome disso, não sei dizer com exatidão qual sentimento aflora aqui dentro. Sei de cor os sintomas dessa ocorrência, porém a nomenclatura exata da mesma é ainda impossível de pronunciar. Sei como gosto de te conquistar a cada dia, sei como gosto do seu olhar, como de criança quando quer doce, sei como gosto de olhar nos seus olhos, falar sério, ou apenas falar. As conversas, ah as conversas, essas são demais, sobre tudo e todos. Como em um complô falamos de nós, deles e de nós outra vez, indo do riso à brigas dramáticas até o clímax de uma redenção divina em busca da paz em forma de beijos...

Vejo como uma briga de gato e rato, onde trocamos de personagens diversas e diversas vezes, vejo como um homem e uma mulher que se completam melhor do que desejavam e não sabem lidar com isso, vejo como algo tão prazeroso que já não importa mais o nome.

Pra falar a verdade, naqueles momentos de companhia sua, vejo apenas você. Não vejo se alguém entra ou sai, se alguém olha ou apenas passa, vejo você com seus beijos e bocas, olhares e faces das mais loucas, sorriso deslumbrante, meu olhar fica brilhante.

Leia, deguste desse prazer da confissão, deguste, mais sinta o gosto com o coração. Por que seu beijos, seus olhares e seus pedidos de fim não enganam, sinta apenas esses sentidos tão humanos que emanam. Deixe emanar essa vontade loca e linda de mulher, deixe sair essa vontade tão verdadeira e diga sim que me quer. Se mesmo assim disser-mês que meu coração louco de poeta se enganou, diga e tente convencer não a mim, mais a ti que tudo acabou...