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Maldito, maldito dia em que conhecemos demônios disfarçados de anjo, ah, hoje você já não me engana, apesar de, às vezes, sentir falta daquela transformação à qual me proporcionou.
Ah anjo do mal, hoje fujo de você, assim como um covarde foge de uma briga, fujo para não te ver, fujo para não te lembrar, fujo para não te atacar.
Hoje fujo dos choros, das dificuldades e lamentações de uma vida sadia, pois o mal, por mais cotidiano, me trás a sua presença, pelo menos a lembrança do que eu sentia sob a sua influência. Fujo dos infortúnios do dia à dia, pra no final não chegar a sentir felicidade, pois a felicidade me trás a lembrança da “brisa” maravilhosa que a sua droga me dava, a felicidade também trás você de volta ao meu pensamento, fujo de você como um guerreiro foge da derrota, e me entrego a uma estratégia errada onde sempre terei que lhe enfrentar.
Maldito demônio, hoje eu paro, me resigno do futuro de esplendor pra me manter longe de você, hoje me transformo em você e tomo como minhas as suas atitudes, me faço demônio de outro alguém.
Malditos dia em que te conheci demônio, me tirou toda a honra e toda a glória, me tirou a esperança, e como uma doença virulenta me contagia, me transformando membro de sua própria seita.
Em raros momentos de lucidez, rogo aos céus uma saída, rogo aos céus por ajuda, rogo aos céus, para que um dia me mande um anjo salvador que me mostre novamente à luz, pois até agora, todos eram muito fracos, e os levei para a escuridão comigo.
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