
E estou eu aqui, sentado, em plenos dia de trabalho, tudo bem, trabalho sentado, mais não vendo a vida passar, e é isso que estou vendo acontecer. Tudo porque não sei o que fazer, sinto-me perdido entre meus objetivos tão antigos quanto meus dias, perdido entre meus valores e tudo que eu achava que queria para mim.
Nessa espécie de transição, é difícil entender alguma coisa como absoluta, antes, sem o real conhecimento e experiência dessa loucura da vida, era tão fácil, tudo era fato, tudo era o que queríamos que fosse, ou melhor, o que aprendemos a querer, não por nós, mais por quem nos guiava. Hoje a decisão seria comigo, se eu soubesse mesmo o que fazer.
É um trabalho que enche os olhos, que faz viver a vontade e a felicidade de se realizar dentro daquilo que era desejo, é um sonho que se realiza, um amor que nasce e felicita a alma a ponto do êxtase. São amizades decretadas eternas, são pessoas especiais que quero sempre ao lado, são oportunidades únicas e controversas aproveitadas de imediato, para me sentir vivo. São realizações.
É um trabalho que me torra o saco, que já não felicita e nem realiza, quem disse que era isso que eu queria?! O sonho, que sonho que nada, que importância idiota que ofereci a algo tão banal e mentirosamente dito sagrado...O amor ainda enche os olhos, mais não mais com a mesma pessoa, não mais da mesma forma, não mais extasia. As amizades desaparecem, as amizades morrem e esquecem meu nome, e eu o delas, tem dias que não quero nem imaginar perto, me daria impaciência, frieza e falta de vontade, quem sabe até uma dor de cabeça dependendo do convite. As oportunidades: Dessas, algumas me arrependo, vivi, aprendi, mais sem essa de que valeu o aprendizado, hoje não gosto nem de lembrar de algumas coisas fiz. Vivo? São enganações.
Relações pessoais são um drama à parte, as pessoas estão ali, vivendo suas vidas em vetores de colisão umas com as outras, que cruzam meu caminho no ponto X ou no Y, indiferente, a não ser quando a atração gravitacional do referido corpo interfere em minha rota. Como pode?! Um corpo muitas vezes de pequenas proporções exercer tamanha atração?! Talvez tenha algo a ver com a teoria da relatividade, tudo depende do observador e do tempo. Acredito que tenha alguma coisa à ver com o ganho de energia, ou talvez de cargas opostas. O problema é que entramos agora no ramo da sociologia, onde analisando a sociedade atual, somos obrigados a aceitar o fato de que na era da inovação, navegar já não é tão preciso, mais inovar, surpreender, e mudar é cada vez mais necessário para manter o interesse. É tão difícil de entender como um calculo de física quântica interpretada por um cachorro.
A verdade é que nesse momento, me sinto o observador de Einstein, culpado e responsável pela definição do movimento. Só existe um problema: Eu não sei onde estou e muito menos o que fazer comigo mesmo.
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