segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Poder das Palavras

É estranho como uma pequena frase transforma o obscuro em claro

O medo da dor em um sentimento raro

Todo preço que teria eu que pagar, não seria caro

Com apenas a tua frase, sinto que saro.


Eu que escreveria sobre as dores de uma segunda-feira

Sinto, agora, como se toda melancolia fosse besteira

Segunda veio após um final de semana esplendoroso

Gostoso, quente, suado, com prazer imenso e até um pouco doloroso


Meus devaneios tolos tendem minhas mãos à escrever

Que estranho seria se eu não me apaixonasse por você

E mesmo sabendo que ela só precisa existir para me completar

Me pego às vezes pedindo: “Deixa eu te amar”.


E nessa mania de ser fã de seus olhos, e da sua roupa

Descubro que sou fã até desse sorriso estampado em sua boca

Luto contra os empecilhos que crio em minha própria cabeça

Achando que talvez, eu, esse simples cara sinistro da zona sul, não te mereça.


Mais és de mim que sentes saudade

Para mim que contas a verdade

São meus seus tempos livres

Comigo que tens noites incríveis


Sou apenas um cara apaixonado

Mais reconheço, agora, que sou tanto, pois sou o cara ao qual se refere como namorado

E chega desse sentimento omisso e de submissão

Pois agora, depois dessa pequena frase, se ainda não ganhei, simplesmente ganharei seu coração.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

No Caminho...

Meu violão já não tem mais cordas, meu carro, que nem é meu, sem combustível, meus amigos, há semanas que não os vejo. O vazio começa tomar conta, está cada vez mais difícil manter-me lúcido nessa decepção aparentemente tonta. Apesar de muita coisa estar diferente, o que me preocupa é a distancia de você, isso minha mente não me deixa esquecer.

Pouco importa, se distante, a duvida toma conta de suas idéias, se suas dores machucam ainda ou se vive nessa tristeza infinda. Pouco me importa se hoje está vindo mais amanhã pode estar indo, pouco me importa se perante todas essas coisas que disse agora, estou mentindo...

No radio está tocando aquela musica que dançamos abraçados à luz da lua, perto do portão. Na verdade me importa muito você, te ver, te ter. Afinal, que apaixonado eu seria se não tivesse por você essa grande paixão?!

Faremos uma parceria, uma dupla, uma musica. Faremos amor, faremos alegria, faremos uma vida nova e um novo dia. Faremos uma linda história, não seremos apenas mais alguém. Seremos a comédia romântica que ninguém imagina, bela história sem ninguém pré-estabelecer nenhuma doutrina.

Em meu violão necessito apenas de cordas para voltar a tocar, meu carro, abastecer para poder te buscar, meus amigos, lhe apresentar. Para a saudade, preciso apenas te ver, acabar com suas duvidas e seus medo enfraquecer. Pois quando olha em meus olhos sabe que é verdade, então apenas te peço, não deixe a distancia acabar com toda essa sincera vontade.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Guerreiro


Não havia nuvem alguma no céu, a lua brilhava à sua espera, minha cabeça entulhada de pensamentos.

Naquele ansioso aguardo, imaginei minha terra, minha pátria, minha gente passando pelo ultraje da guerra. O céu brilhando em tons de vermelho e laranja. No lugar de estrelas, riscos velozes com sons de turbinas ou projéteis.

Na dor de uma visão apocalíptica e dolorosa, imaginei a luz da lua brilhando no sagrado sangue derramado de cada vítima, ativa e ao mesmo tempo inocente de fronte ao caos.

Tantos jovens lutando por uma briga que se quer começaram, tantos sonhos perfurados por munições de fuzil, se tiverem sorte. Tantos lares e famílias destruídas, tantas histórias encerradas tragicamente antes de se desenvolverem, outras, antes mesmo de começarem.

Conflito de dever e civilidade tomam conta de um guerreiro, guerreiro que deixou casa, mãe, pai, família, amor e um leito quente, ainda com o aroma do amor e da amada, da qual já não recebe cartas, e-mails, telefonemas, nem ao menos carinho, tudo isso para se tornar um numero, e um numero possivelmente incluso em um calculo macabro de baixas aceitáveis. Na guerra não existe encanto, muito menos carinho.

Nessas condições o guerreiro luta, e luta com amor, não por seu governo, mais por sua gente, sua família, por seu amor. Voltar vivo se torna detalhe, manter quem se ama vivo, dever. Pior que morrer é deixar alguém que se ama morrer, até meros pesadelos se transformam em tortura.

Só sabe o valor da paz quem já viveu em guerra, porém apenas os mortos vêm o fim da guerra.

Nesse conflito de sentimentos, o guerreiro se entrega à vontade de Deus, pois sabe que a morte é o menor dos castigos, e talvez uma baixa aceitável na luta por um bem maior, mesmo que não possa desfrutar de seus louros, se doa, para que assim, um dia, alguém volte a ter esperança e conheça mais uma vez o sentido e a dádiva de sonhar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Romance Astrológico

Por mais que o passado nos remeta a uma idéia de que os dias vindouros continuarão tenebrosos, o presente me mostra com toda certeza, que mesmo na escuridão da noite, você, minha Lua, continua brilhando, cheia e magnífica diante de meus olhos. E ainda que a angulação astral tente esconder seu brilho, ainda que o Sol tente se esconder de você, lembre-se que sempre existirá em Júpiter, um fogo aceso, que irá esquentar-te e buscar incessantemente sua esplendorosa luz.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Apenas Agora...

Há tempo que não consigo escrever. Mesmo sem conseguir, as idéias parecem tomar conta dessa cabeça hiperativa em qual me transformei. A Lua me incita a expressão, me incita a exposição, me incita o coração. Vontade de falar de nós, de voz e deles. Afinal, que história permanece se não houver algum registro?! Que história atravessa gerações e séculos sem registro?! Que história dura 10 minutos na lembrança se não houver registro?! E que registro eu teria a fazer se não existisse você?!

Esqueçamos o ontem e o amanhã, pense no agora, pense no que está pensando nesse momento, pense nesse final de semana...

Não me incomoda seus nós do passado, e nem gostaria que os meus incomodassem. Me interessa e me alucina os nossos nós, nós de nossos corpos, me interessa o agora, me interessa você. O amanhã também não me interessa, porque o amanhã é resultado de hoje, de agora. E o meu agora é magnífico ao teu lado.

O meu agora que me inspira, que me alegra e me tortura, me aviva os sentimentos e as idéias.

A lua me lembra que as palavras têm vida boêmia, e encontram a naturalidade necessária para passearem de meus lábios à sua orelha, de carona em meus beijos.

Deita aqui, deita aqui e me realiza, porque impressionado já estou. A mágica se faz real em quem realmente quer senti-la. Sem pensar nas loucuras, sem pensar se é absurdo ou não, sem pensar se é sonhador demais ou não. Nessa noite, apenas deite-se aqui em meu ombro e contemple essa lua cheia comigo.