terça-feira, 27 de outubro de 2009

De pé



A cada luta, a cada conquista, me sinto mais forte. Por vezes quase me esqueci quem eu sou. Sou aquele que assombra alguns sonhos, sou aquele que encanta vários deles, sou aquele que em alguns anos saiu debaixo da linha do gráfico e hoje está acima, sou aquele que sem estudo especifico comanda os negócios e principalmente sua vida. Sou aquele que tem coragem de ser com toda força o que sente, enfim, sou aquele que aproveita as experiências da vida, sofre, chora, ri, e reúne tudo em um único alguém, em um homem forjado a ferro e fogo, lama e água, dores e alívios. Um homem, o homem, Eu. Nada pode me conter, não posso esquecer do meu caminho, das trilhas minadas pelas quais passei, dos lindos litorais que apreciei, dos sabores e cores que experimentei, sensações de magoa e rancor não vão me derrubar. Não quero senti-las, mais se preciso for, enfrentarei, como um guerreiro que não foge da batalha, lutarei, me reerguerei, mesmo alvejado de fogo dilacerante, sou indestrutível, por que eu estou vestido com as roupas e as armas de quem sou. Se preciso for, cairei, machucado pensarão em minha baixa, se arrependerão pela queda de tão bravo homem, mal saberão que em um súbito ato, levantarei e me colocarei à frente da tropa novamente. Sou de carne, sou de osso e sangue, sou humano, mais um humano de fé. Erro, me desespero, mais de tudo faço para redenção. Comum e único me restrinjo à minha sorte, seguindo os caminhos da vida, pronto pra guerra. Luto pela vitória, luto para ganhar, batalhas perdidas não são o fim, apenas suscitam a necessidade de um novo começo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Prato do Dia...

Diga para mim que não vai embora

Diga para mim, que longe, seu coração também chora

Diga que mesmo quando faço tudo errado, você não me esquece

Diga que é apenas o meu abraço que te aquece

Diga que aquela musica, pro seu coração, ainda produz acalento

Admita que pra você três meses é mais do que suficiente como tempo

Admita que também desconfia que me ama

Diga e admita sem medo e tenha certeza, que “nós”, não se resume a uma cama

Diga e admita sem medo, pois sabes que sinto o mesmo, e pra você, não faço nenhum segredo

Admitamos que é difícil essa entrega

Mais pior seria se não existíssemos “nós”, e continuássemos naquela vida tão cega

Digo e admito que também tenho meu medo

Por dias tive medo de levantar de manhã, cedo.

Mas não desisto e meu objetivo é certeiro

Quem poderá entender a alma de um guerreiro?

Você, você entende e sabe tudo que se passa

Pois foi você que me impressionou em meio a grande massa

Meu condimento, meu sonho, meu entretenimento

Não me atreveria ao infortúnio de transformá-la em apenas um momento

Nesse momento, nessa emboscada, posso perecer

Mais se não for por amor, pelo que mais se vale a pena viver?!

Geração Prozac

Escrevo estas linhas pois preciso me acalmar, é como terapia nesse mundo onde temos que pagar para falar de nossos problemas.

Tantos já reclamaram dessa bomba sem pavio que me tornei, e isso me machuca ainda mais, pois, durante tantas vezes tentei contar e explicar essa iminência colérica na qual me encontrava, mais poucos ouviram as predições. Isso enraivece, isso provoca ira, ira de destruição múltipla, que destrói eu, tu e eles também.

Um dia, desesperadamente, tento acabar com a ira, e respirando fundo, tento dialogar, explicar com calma e explicar o que já é perdido. Besteira, pois assim como uma estratégia falida, vejo a derrota consumada em dizeres de quanto sou errados, e ao pensar na ira, descubro uma metamorfose maquiadora provocada pela boa vontade e principalmente pela vontade de não mais fazer mal a quem se ama, me sinto um lixo, subliminarmente sou chamado de lixo, e por que? Por amar demais o próximo e me esquecer do que realmente sou. A química me ensinou que em períodos adversos, longos ou curtos, sofremos reações, e ao termino dessas reações o que fica é a razão e com a razão, fica também a dor. Que razão que nada, fica a insanidade.

Façamos uma campanha: “À Espera da Razão”. Não exploda ou mate seu inimigo, não mande seu chefe para onde acha que ele deva ir tomar... Uma água. Não mande seu amor para o inferno e nem se declare a ele ou peça que diga o quanto o ama. Viva em uma cinza tarde de outono, que mais lembra um sombrio consultório psiquiátrico. Padronize-se, centralize-se, globalize-se, perca o sal e o açúcar, seja grego e seja troiano.

Grande geração Prozac, morremos de overdose. Embora homens centrados façam o mundo, os insanos, para o bem ou para o mal, mudam o mundo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cegueira Coletiva

Minha opinião já é formada

Hoje já não tenho uma cabeça quadrada

Vivendo em um mundo sujo, corrupto, assolado por essa espécie de incesto

Num mundo onde se tornou vexame ser honesto

Nesse famoso antro do jeitinho brasileiro

Percebo, que como na musica, nosso pais foi transformado em um imenso puteiro

Onde se prostitui por milhões

Ou então por meras posições

Na ignorante esperteza dessa gente

Espera-se que fiquemos com pena do que se sente

Como se fosse possível esquecer a culpa massenta

Que só é possível atribuir a essa gente nojenta

A cultura ridicularizada

Por modismos de uma prole estragada

Que vende a alma e o corpo por dinheiro e uma carreirinha

Para gastarem em médicos e psiquiatras

E assim aprenderem a se contentar com sua infame vidinha

Pois fingir que não vê é mais fácil

Não ouvir, não exige nenhum passo

E nessa mesmice cega, surda e muda e vazia

Fadamo-nos a criar, cada vez mais, uma sociedade vadia.

Eu e Você

Relativamente ligado ao passado

Atordoado por prazer temporário

Faço um novo começo, uma nova forma de redenção

Alimentando novamente corpo, alma e coração

Existe alguém que me reaviva

Ligando os pontos e curando a ferida


Existe alguém inesperado, e esse alguém quero todo dia ao meu lado


Buscando em bares, nas noites e nos dias

Raramente sentia que a vida não era vazia

Um dia, por um complô de todo o universo

Nascia um amor, que diante a todos, era avesso

As entrelinhas escondem a identidade, encontrarás se o coração olhar com verdade

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Poder das Palavras

É estranho como uma pequena frase transforma o obscuro em claro

O medo da dor em um sentimento raro

Todo preço que teria eu que pagar, não seria caro

Com apenas a tua frase, sinto que saro.


Eu que escreveria sobre as dores de uma segunda-feira

Sinto, agora, como se toda melancolia fosse besteira

Segunda veio após um final de semana esplendoroso

Gostoso, quente, suado, com prazer imenso e até um pouco doloroso


Meus devaneios tolos tendem minhas mãos à escrever

Que estranho seria se eu não me apaixonasse por você

E mesmo sabendo que ela só precisa existir para me completar

Me pego às vezes pedindo: “Deixa eu te amar”.


E nessa mania de ser fã de seus olhos, e da sua roupa

Descubro que sou fã até desse sorriso estampado em sua boca

Luto contra os empecilhos que crio em minha própria cabeça

Achando que talvez, eu, esse simples cara sinistro da zona sul, não te mereça.


Mais és de mim que sentes saudade

Para mim que contas a verdade

São meus seus tempos livres

Comigo que tens noites incríveis


Sou apenas um cara apaixonado

Mais reconheço, agora, que sou tanto, pois sou o cara ao qual se refere como namorado

E chega desse sentimento omisso e de submissão

Pois agora, depois dessa pequena frase, se ainda não ganhei, simplesmente ganharei seu coração.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

No Caminho...

Meu violão já não tem mais cordas, meu carro, que nem é meu, sem combustível, meus amigos, há semanas que não os vejo. O vazio começa tomar conta, está cada vez mais difícil manter-me lúcido nessa decepção aparentemente tonta. Apesar de muita coisa estar diferente, o que me preocupa é a distancia de você, isso minha mente não me deixa esquecer.

Pouco importa, se distante, a duvida toma conta de suas idéias, se suas dores machucam ainda ou se vive nessa tristeza infinda. Pouco me importa se hoje está vindo mais amanhã pode estar indo, pouco me importa se perante todas essas coisas que disse agora, estou mentindo...

No radio está tocando aquela musica que dançamos abraçados à luz da lua, perto do portão. Na verdade me importa muito você, te ver, te ter. Afinal, que apaixonado eu seria se não tivesse por você essa grande paixão?!

Faremos uma parceria, uma dupla, uma musica. Faremos amor, faremos alegria, faremos uma vida nova e um novo dia. Faremos uma linda história, não seremos apenas mais alguém. Seremos a comédia romântica que ninguém imagina, bela história sem ninguém pré-estabelecer nenhuma doutrina.

Em meu violão necessito apenas de cordas para voltar a tocar, meu carro, abastecer para poder te buscar, meus amigos, lhe apresentar. Para a saudade, preciso apenas te ver, acabar com suas duvidas e seus medo enfraquecer. Pois quando olha em meus olhos sabe que é verdade, então apenas te peço, não deixe a distancia acabar com toda essa sincera vontade.