quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Questão de Escolha


Sabe aquelas horas onde tudo parece fácil, aquela hora onde tomamos facilmente decisões que em outros momentos pareciam impossíveis?!

Parecia tão impossível escolher aceitar, parecia tão difícil levantar a cabeça e olhar novamente o mundo e enxergar algo de belo. Os recentes acontecimentos viraram sua realidade de cabeça pra baixo, alterando seu norte, seu sul, seu caminho e a cor do azul.

Indagava-se como entender mudanças tão drásticas, como explicar uma reviravolta tão dramática assim, tão de repente. Uma história inesperada, promissora, linda e reconfortante se transformar em uma coisa agonizante para ambos os lados? As formas como as duas partes lidaram com a situação foi singular, obvio, apesar de sentirem o mesmo. Ele acreditava no amor e na amizade, ela na razão e no momento. Como explicar a imensa decepção que se seguia após o desfecho da história, dando um novo fim a tudo?!

A malvada surra em seu peito já dilacerado, suscitou um novo olhar, um olhar machucado, porem forte, que percebeu que mesmo maltratado e em via de fato, não morreu. Não é fácil olhar sempre com os mesmos olhos, mais agora ele tem força, agora ele sabe o que quer. Ele que já se sentiu um lixo, desrespeitado, chutado, insignificante, hoje luta a cada alvorecer nessa nova chance que Deus lhe proporciona. Em alguns momentos ele quase cai novamente, mais se lembra que a felicidade é uma escolha, e ele escolheu ser feliz.

Sonhou durante meses com seu final de ano, sonhou com as viagens, com as datas que pegaria folga, sonhou com a comemoração de seu aniversário, sonhou com a sua companhia. Sonhou com o melhor fim de ano de todos. Ele trabalha e é bem sucedido, dado as circunstancias, ele se criou em meio ao joio e hoje sabe que é trigo, ele só tinha o sonho de aproveitar os louros de suas conquistas, ele só queria paz e preenchimento. Ele só teve tombos e decepções.

Mais um dia ele viu escritos em um mural popular entre a patota, aquela frase que justifica a fé do guerreiro: “ Deus não escolhe os preparados, mais prepara os escolhidos.” Ele viu reacender dentro dele o fogo que queima dentro dos bravos. Ele, um homem de fé, consciente de sua importância, mais também temente ao seu criador, soube, que nada do que é duro, pesado ou difícil o derrubaria, se não fosse a vontade de Deus. Ele aceitou seu destino como provação, sua tristeza como bobagem, e sua força como benção. Pois sabe que um dia, em meio as insurgências mundanas terá sua chance, sua hora e sua glória. Apenas não era esse ano.

Ele reconhece que o peito ainda dói, mais sua atitude foi digna e objetiva, ele nunca fugiu da batalha, diferente da maioria, que desiste sem ao menos tentar, achando que pra ser bom tem que ser fácil. Ele sente dor ainda, ele passou por seu aniversário dilacerado, forçando um sorriso e fingindo contente, não por orgulho, mais por que não deixaria o moral cair, treinado no fogo, ele conhece os termos táticos, e estratégicos. Pois na vida é necessário endurecer-se, sem porém, perder a ternura de uma criança, como já dizia um grande orador, dito guerreiro.

Ele fez uma escolha, ele escolheu viver, ele percebeu que existem os fracos e os fortes, escolheu seu lado. Se apaixonou pelo outro, mais percebeu que amor estrangeiro não vinga ramos frutíferos. Aprendeu a ver sozinho seu êxito, e a perdoar seus deslizes. Enfim percebeu que a escolha sempre foi fácil, manter-la inabalada é que era o problema, porém, não mais para ele.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vamos fazer um Filme


O nervosismo impera nesse aguardar necessário, as entranhas parecem voar dentro de mim, uma ansiedade incontida que parece tirar a razão. Sinto-me bobo ao me importar tanto com algo que nem visa a minha graça. Sou apenas coadjuvante nessa noite, apenas completo a história, completo o elenco. A relevância do papel é relativa. Sobre qual ponto de vista olharei?! Sobre qual ponto de vista agirei?!

Há tempos não participo de roteiros com esse tema, estive preso em um “longa” falido por muito tempo, um roteiro que parecia encaminhar-se para uma bela história, mais que se tornou uma rotina medíocre e cansativa e triste como aquele seriado “teen” de final de tarde, porem sem o típico final feliz e monótono. Talvez até por isso estou tão ansioso pra atuar agora, a história esta começando, não fiz teste, não passei por seleção, simplesmente fui convidado para o papel. O destino do personagem é incerto, estou consciente disso, mais é animador, é novo e a diversa novidade anima.

O meu perfil físico, é consenso entre muitos diretores, não expressa grande vantagem nesse tipo de atuação, mais a mobilidade intelectual, a expressão, os olhares e a atuação me dignificam perante o desafio. Dane-se isso, o Diretor da minha vida é o mais poderoso que já existiu: Se ele mandar está mandado, se ele disser está dito, se ele quiser estou feito.

Há algum tempo que estou parado, talvez esteja sem pratica frente ao desafio, mais quem sabe?! Tomei a liberdade de decidir, atuar com liberdade e com apenas aquilo que sentir, de mostrar um toque pessoal, onde não espero um Oscar pela atuação, não esperarei nada, apenas atuarei, direi minhas falas nas horas oportunas, seguindo sempre guiado e protegido por meu mestre, o Diretor.

Pretensão tamanha para uma premiação importante, não tenho, não preciso ser o melhor, não preciso de uma estátua exposta para todos verem, não quero fama e sim realização, aceitaria de bom grado um beijo doce, da bela atriz, ao fim da noite.