
Finalmente veio ler meus infortúnios, eu sabia que viria, sabia que procuraria algo, que, te mostrasse que sim, eu penso em você, algo que te mostrasse que estava certa: Ele se apaixonou.
Já te expliquei que não sei o nome disso, não sei dizer com exatidão qual sentimento aflora aqui dentro. Sei de cor os sintomas dessa ocorrência, porém a nomenclatura exata da mesma é ainda impossível de pronunciar. Sei como gosto de te conquistar a cada dia, sei como gosto do seu olhar, como de criança quando quer doce, sei como gosto de olhar nos seus olhos, falar sério, ou apenas falar. As conversas, ah as conversas, essas são demais, sobre tudo e todos. Como em um complô falamos de nós, deles e de nós outra vez, indo do riso à brigas dramáticas até o clímax de uma redenção divina em busca da paz em forma de beijos...
Vejo como uma briga de gato e rato, onde trocamos de personagens diversas e diversas vezes, vejo como um homem e uma mulher que se completam melhor do que desejavam e não sabem lidar com isso, vejo como algo tão prazeroso que já não importa mais o nome.
Pra falar a verdade, naqueles momentos de companhia sua, vejo apenas você. Não vejo se alguém entra ou sai, se alguém olha ou apenas passa, vejo você com seus beijos e bocas, olhares e faces das mais loucas, sorriso deslumbrante, meu olhar fica brilhante.
Leia, deguste desse prazer da confissão, deguste, mais sinta o gosto com o coração. Por que seu beijos, seus olhares e seus pedidos de fim não enganam, sinta apenas esses sentidos tão humanos que emanam. Deixe emanar essa vontade loca e linda de mulher, deixe sair essa vontade tão verdadeira e diga sim que me quer. Se mesmo assim disser-mês que meu coração louco de poeta se enganou, diga e tente convencer não a mim, mais a ti que tudo acabou...