quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cegueira Coletiva

Minha opinião já é formada

Hoje já não tenho uma cabeça quadrada

Vivendo em um mundo sujo, corrupto, assolado por essa espécie de incesto

Num mundo onde se tornou vexame ser honesto

Nesse famoso antro do jeitinho brasileiro

Percebo, que como na musica, nosso pais foi transformado em um imenso puteiro

Onde se prostitui por milhões

Ou então por meras posições

Na ignorante esperteza dessa gente

Espera-se que fiquemos com pena do que se sente

Como se fosse possível esquecer a culpa massenta

Que só é possível atribuir a essa gente nojenta

A cultura ridicularizada

Por modismos de uma prole estragada

Que vende a alma e o corpo por dinheiro e uma carreirinha

Para gastarem em médicos e psiquiatras

E assim aprenderem a se contentar com sua infame vidinha

Pois fingir que não vê é mais fácil

Não ouvir, não exige nenhum passo

E nessa mesmice cega, surda e muda e vazia

Fadamo-nos a criar, cada vez mais, uma sociedade vadia.

Eu e Você

Relativamente ligado ao passado

Atordoado por prazer temporário

Faço um novo começo, uma nova forma de redenção

Alimentando novamente corpo, alma e coração

Existe alguém que me reaviva

Ligando os pontos e curando a ferida


Existe alguém inesperado, e esse alguém quero todo dia ao meu lado


Buscando em bares, nas noites e nos dias

Raramente sentia que a vida não era vazia

Um dia, por um complô de todo o universo

Nascia um amor, que diante a todos, era avesso

As entrelinhas escondem a identidade, encontrarás se o coração olhar com verdade