quarta-feira, 17 de junho de 2009

Faz Parte do Meu Show

Sons incontroláveis, que parecem ter vida. Que mesmo violentos não causam medo.

Noite induzida, iluminação precária e pessoas se movendo sem padrão algum.

Todos riem felizes, enfatizando ainda mais aquele clima bizarro, que vem daqueles sons e dos líquidos em cada copo.

Uma porta, uma sala mais clara, podia-se descansar, se recuperar, más não estava só, encontro outra pessoa, que eu já sabia ali estar, pessoa familiar, porém, verdadeiramente desconhecida, que se encostava, fingia inocência, mais sabia que não acreditaria, era proposital. Então entrei naquela aparente luta, onde ninguém se machucava (A não ser pelo risco de danos invisíveis à olhos despreparados), nos agarrávamos com força, por vezes ameaçando a jugular, e ao mesmo tempo observados da sala escura naquela demonstração de quem pode mais, a adrenalina daquele contato forte causava excitação, sede de mais e mais, e aquele meio me chamava, aos gritos e eu me entregava de bom grado, queria aquele outro ser, ali e fora de lá, e os apertões se tornavam abraços fortes, com beijos e mordiscadas, das quais me tornava e fazia refém, e queria mais, mais daquele desejo, daquela pessoa, daquela situação tão humana e ao mesmo tempo tão animal movidos pela simples atração, e por barulhos que eram musicas, por violências que eram carinhos, carinhos que reavivam a alma. Para sempre ou apenas por uma noite, se torna viva a irracionalidade do bicho homem, em um “mix” de euforia e calma, ódio e amor, violência e carinho, do que se quer com o que não se quer, reunindo o ápice das emoções em apenas uma noite entre um homem e uma mulher.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cicatrizes

As conquistas já não tem valor

As coisas vão perdendo o sabor

As fantasias já não animam, preocupam

Desejos incontidos de mudança

Luta diária pra não se perder a esperança

Os dias são longos, chatos e sem sentido

Talvez tudo isso seja apenas falta de um ombro amigo

Sentimento de que neste mundo se está sozinho

Se sozinho estou qual a importância de aqui permanecer?

Se sumisse, desaparecesse alguém iria perceber?

Talvez uma loucura que encerrasse tudo em um simples “FIM”

Ou um porre, um maço de cigarro, uma balada ou algo assim

Essa loucura que me aflige todos os dias, sei que não é só minha

E mesmo me sentindo parte de uma nação ainda sim a vida é sozinha

Momentos felizes aparecem do nada, e fazem a tristeza cair de cara na calçada

Sentimento que na vida fui um vencedor, sem titulo, sem troféu apenas mais um

Que fez escolhas decentes quando outras eram facílimas

Que grandeza existe em ser normal? Escolher o bem ao mal?!

Seria nenhuma se não fosse esse mundo tão desigual

Esse conflito de momentos faz voar minha cabeça

E antes que eu perceba o fim se transforma em um novo começo

Cabeça erguida, seguindo em frente, sem coitadinho, sem choro e desespero

Na vida só sobrevive integro quem é verdadeiramente um guerreiro

Que orgulho eu teria em lembrar aqueles dias, em que a noite era longa e escura

O corpo sofria e fazia da dor a própria cura,

E se como um fraco eu desistisse e transformasse toda a minha historia numa grande tolice?

A cabeça erguida é uma escolha, a honra uma obrigação

Mais uma vez em frente, sem recuar, pois como aprendi: “A dor é passageira, mais a gloria, é eterna”.