Sons incontroláveis, que parecem ter vida. Que mesmo violentos não causam medo.
Noite induzida, iluminação precária e pessoas se movendo sem padrão algum.
Todos riem felizes, enfatizando ainda mais aquele clima bizarro, que vem daqueles sons e dos líquidos em cada copo.
Uma porta, uma sala mais clara, podia-se descansar, se recuperar, más não estava só, encontro outra pessoa, que eu já sabia ali estar, pessoa familiar, porém, verdadeiramente desconhecida, que se encostava, fingia inocência, mais sabia que não acreditaria, era proposital. Então entrei naquela aparente luta, onde ninguém se machucava (A não ser pelo risco de danos invisíveis à olhos despreparados), nos agarrávamos com força, por vezes ameaçando a jugular, e ao mesmo tempo observados da sala escura naquela demonstração de quem pode mais, a adrenalina daquele contato forte causava excitação, sede de mais e mais, e aquele meio me chamava, aos gritos e eu me entregava de bom grado, queria aquele outro ser, ali e fora de lá, e os apertões se tornavam abraços fortes, com beijos e mordiscadas, das quais me tornava e fazia refém, e queria mais, mais daquele desejo, daquela pessoa, daquela situação tão humana e ao mesmo tempo tão animal movidos pela simples atração, e por barulhos que eram musicas, por violências que eram carinhos, carinhos que reavivam a alma. Para sempre ou apenas por uma noite, se torna viva a irracionalidade do bicho homem, em um “mix” de euforia e calma, ódio e amor, violência e carinho, do que se quer com o que não se quer, reunindo o ápice das emoções em apenas uma noite entre um homem e uma mulher.